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Wednesday, December 13, 2017

Viva o agora: feliz por existir um nós



O que o som ensina? Que existe um nós,

Pois, melodia, ritmo, harmonia ensina-nos

O que é o amor. Amor não é tão estranho assim.

Quando se vive o agora: entende-se o momento

Do outro, que é, sobretudo, de crescimento. E

Isso não foi e não pode ser tão simples. Pois

Feliz, é um termo muito inconsciente do ser. Ser

Essa é a questão, por isso eu digo de um nós. Uno

E universal, assim por mais complicado que possa parecer:

É possível ser simples. Viva o agora:

Sem querer correr,

Sem se arrepender,

Sem se entender...

Fazer o que?

Ame o que não está em seu alcance;

Sonhe com o seu eu;

Somente ele equilibrado, você poderá dar:

O que sempre almejou, e colherá o que plantou.

Plante:

Gratidão,

Emoção,

Intuição,

Sorrisos,

E vá até a colheita.

Na colheita:

Encontre água,

Sol,

Terra,

Ar,

E não se esqueça: viva o agora:

Feliz por existir um nós!

Milton Lima 13-12-2017 – último texto do ano.

Sunday, December 10, 2017

108 poema sempre um começo


Sempre um começo



Não é possível esquecer-se.

Oh, inconsciente que me cala no consciente.

Quem sou eu senão meu próprio começo.

Sempre um começo, fala de nós. Fala do eu.

Com pontos interrompidos, somos a fragilidade.

Com água na cabeça, somos a intuição.

De tantas histórias, escolhemos viver essa.

Sempre um começo, perde o rumo,

E escolhe o prumo, define então, o que vai ser.

Ser no começo transformação.

Ser no andar: atento no caminho.

Ser na razão: metade amor e a outra descoberta.

Ser na parada: um descanso necessário.

Ser na palavra: o mais singelo possível.

Ser no fim: sempre um começo.

Milton Lima 10-12-2017.  

Friday, November 24, 2017

Revista incolor


Revista incolor



Tinta de revista,

ora vista alegre,

permeada de silêncio,

com luz e escuro no ar.



Isso que chama esperança

advém da inocência? De um

aprendiz de algo doce...

O ar continua tênue.



Ao folheá-la pude sentir sua condição,

me detive em controlar seu calor,

e vi o quanto foi caloroso tê-la em meus braços.



A leitura seguiu. Continuei experimentando seu toque no inconsciente.

Respeitando seu silêncio; confesso procurei seu medo, e me vi em seu espelho. Adormeci e seu tremor me acordou.

Não, você não caiu.

Nós levantamos.

E agora?

Eu sei que vai sorrir.

Mas também sei que vai chorar.

Sentir é assim um tentador projeto de conhecer a si e alcançar o outro.



Tudo tem tom.

A medida do toque é o tom onde vive a diferença.

Acreditar na franqueza de um nós faz do ser: sua condição humana - em sua revista incolor.



Milton Lima 24-11-2017

Sunday, November 19, 2017

I want exit

I want to learn to clean heart,
at all I want be half, need out
and there to finite: yes, I want exit.

I want to exit, yes not have
more you here and I choiced
the madeness to love.

Now I want the forgetfulness,
though of all lets go stop here,
with the heart hidden be I poeta.

I want exit why I'm love,
but before all darken...
Close me inside into a sweet.

by: Milton Lima 19-11-2017

Saturday, November 18, 2017

Sem Roteiro




Para...

Dizem que nós somos assim,

Alguns compostos de um quase,

Menos que é sempre mais.

Pare...

Dizem que é só fechar os olhos,

Que a vida te leva a qualquer lugar

E constrói em ti um caminho.

Continue...

Acaso o que é senão o que temos

Para hoje e para o todo sempre?

Família e sentimento: e uma conta.

Observe...

Quem absorve o que te diz algo,

Quem não tem nada a dizer,

Quem se cala para você.

Seu eu...

Faça o seu momento aqui,

Deixe saudade,

Deixe um presente,

Deixe que digam,

Deixe o silêncio,

Deixe a resposta,

Deixe onde for,

Deixe prazer,

Deixe alegria...

Mas com seu eu...

Não se brinca e começa por você

Ao se perguntar: estou bem? Estou feliz?

Gratidão. Após o acaso sentimento,

Resta-me ao (eu) acordar perceber que

A vida é sem roteiro.

Milton Lima 18-11-2017

Thursday, November 2, 2017

Poema: ontem lembrei de você


Ontem lembrei de você:

Parecia que estava só. Sim,

Apenas prestava atenção na brisa.



Andei só e em ti pensei:

Como lidar com tanta brisa. O mar

Ainda estava longe do meu alcance.



Ao caminhar só pensava no mar:

Um tempo e uma promessa dizia-me

Silêncio: quem viu o que está no ar?



Ou melhor, quem o sentiu:

O vento que partiu diz-nos de certo frio

Da madrugada e lá habitava a saudade. Quem?



Viu o que está acontecendo:

Sei lá. É algo raro de muita brisa no ar.

É água que habita na dúvida?





Hoje só quis falar de você:

Contava os sorrisos no silêncio

E o elogio do mar beijava-me.



Loucura, sim, hoje pensar é isso:

Tentar na razão algo que foge do coração

Nada muito fácil de viver.



Contei com a memória para não pensar:

Em como queria ser vento. Ser brisa e

Assim ser o mundo que é seu, e tocar o mar.



No percurso das horas a brisa se foi:

Levou o perfume esse que era doce,

O que pensei em falar de você hoje?



Na pura verdade eu penso em dizer:

A música que bebeu dessa água

Pode ser brisa, vento, mas hoje:

Ela quer de ti um espaço, onde?

Nos olhos que é alma, na mente que é

Memória que é o dia de hoje.



Ontem lembrei de você...

Milton Lima 02-11-2017

Sunday, October 1, 2017

Monólogo olhos (101)

Olhos



Ao contrário: não há coragem.

Invasão e nenhuma cor.

Horizonte ou repetição.

Olhos...



Requer o guardanapo.

Êxtase de água.

Gelo que derrete.

Olhos...



Jogo e competição.

Nada em troca.

Acaba a interpretação.

Olhos...



O que devo ler?

Porque uma carta?

Quando encontro os coloridos...

Olhos...



Sem branco, resta o preto,

Binário e histórico,

De puro prazer.

Olhos...



De tormenta, de sensação

Que se vai encontrar

No caminho perdido.

Olhos...



Extremo de perdas longínquas.

Olhos...



São de quem?

O nada responde: são de tudo.

Olhos...



Milton Lima. 01-10-2017


Thursday, September 7, 2017

E se o tempo não morrer (poema 19)


Apesar de ver a estação primavera,

o dia amanheceu atípico,

parece-me que é outra estação,

à guisa que o chão está molhado.



Apesar de ser o tempo tão normal,

o dia me diz,

repete sem mais palavras,

está caindo uma fina chuva.



Apesar de ser a vida,

tudo que nós: não imaginávamos

e decerto a estação aos nossos olhos,

ser hoje diferente, a água não esquece seu ciclo.



Apesar do nada, ser estável,

somos na estação educados à acreditar,

que na vida, o tempo decide o

que de nós, transformar-se-á mudança.



Apesar de ser o dia à mudança.

Apesar de ter a vida seu fim.

Apesar desta estação não ter sentido.

Apesar do presente: não presentear.



Apesar do agora, o que nos fora dado?

Apesar da estação, não há  mais tempo, e

a terra foi regada, e preparada

para o imaginável esquecimento.



Milton Lima 07/09/2017.

Wednesday, August 10, 2016

Antes dos 29


Antes dos 29

É tudo tão normal. A vida passa. Ela,
atravessa: a solidão por muito tempo,
e por alguns momentos se pôs em contato,
com o outro, que é tão solitário quanto
à vida que lhes é comum.

É sossego, é verdade; é crise
de tanto lado, que o ser se dilui,
reproduz-se, quase mudo.
Escuta o silêncio de um mundo
interno, de escuta somente sua.  

É compreensão dos pares,
mas o que me interpela, é real ou
ficcional ao outro, que me olha, que
interpreta-me, que de mim: quer mais,
o quê? Qual será sua resposta
a minha pergunta: quem é você?

É a idade que me leva a mudança?
Mesmo sem entender muito, o que tenho,
além da minha alma enclausurada
no sonho: tenho desejo de ser
àquele agora. Sem me preocupar com
essas dores momentâneas, que
de mim requer tempo, acredita
um dia receber algo que
a difere de sentimentos.
Assim é a vida: um mistério
que nos afeta, antes dos 29.
Milton Lima – 10-08-2016 * 12h53min PM.

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