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Sunday, June 26, 2011

Chefe Seattle Carta


 O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência.

Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.

     Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.

     Minha palavra é como as estrelas - elas não empalidecem.

     Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.

O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.

     Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.

     Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d'água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossa canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás
de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.

     Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega à calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de conquistá-la, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.

     Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.

     Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a
superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo o pinheiro.

     O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.

     O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta.

O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.

     Assim, pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

     Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que (nós - os índios ) matamos apenas para o sustento de nossa vida.

     O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.

     Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés é as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra é as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.

     De uma coisa sabemos. A terra não pertence, ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.

     Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos
dias - eles não são muitos.

Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrarão para chorar, sobre os túmulos um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

     Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano a terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.

     Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como serão, quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.

     Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá, talvez, possamos viver o
nossos últimos dias conforme desejamos.

Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas florestas e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.

     Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Proteja-a como nós a protegíamos. "Nunca se esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse": E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.

Chefe indígena - Chefe Seattle (Duwamish)

Friday, April 22, 2011

22 de Abril o dia da terra. Agora conheça a Carta da terra.

 A Carta da Terra tem estado presente no trabalho de educação socioambiental da
municipalidade de São Paulo, por meio da UMAPAZ - Universidade Aberta do
Meio Ambiente e da Cultura de Paz, desde sua implementação em 2006.
Nesse processo a UMAPAZ tem tido o apoio e acompanhamento da Iniciativa
Internacional Carta da Terra (www.earthcharterinaction.org), e, especialmente, de
Miriam Vilela, Executive Director of the Earth Charter International Secretary and
the Center for Education for Sustainable Development at UPEACE.
Em 2010 foram realizadas as seguintes atividades:
1. Celebração dos 10 Anos da Carta da Terra em cerimônia pelo Dia da Terra;
2. Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, de
proposição da extensão do programa Carta da Terra em Ação para outros
municípios do Estado de São Paulo;
3. Duas turmas do Programa Carta da Terra em Ação;
4. Produção de dois artigos :
a. Promoting the Earth Charter in São Paulo´s Municipal Education System
in Journal of Education for Sustainable Development, September 14,
2010 vol. 4 no. 2 235-242
(http://jsd.sagepub.com/content/4/2/235.abstract)
b. Sustentabilidade e Difusão da Carta da Terra na Rede Municipal de
Educação em São Paulo in TINOCO, J.E.P. (org) Olhares da
Sustentabilidade. Santos (SP) Editora Universitária Leopoldianum –
UNISANTOS,  2010, p. 153-165
5. Ações continuadas:
o        apoio a escolas que trabalham com a Carta da Terra desde a realização,
em 2008, do Programa de Difusão da Carta da Terra na rede municipal de
educação;
o        distribuição da Carta da Terra, edição da Secretaria Municipal do Verde
e Meio Ambiente de São Paulo (2.000 exemplares em 2010)
1. CELEBRAÇÃO DOS 10 ANOS DA CARTA DA TERRA
EM CERIMÔNIA PELO DIA DA TERRA
A cerimônia do Dia da Terra, 22 de abril de 2010, na UMAPAZ, integrou as
comemorações dos 10 Anos da Carta da Terra, mediante uma parceria com
Cristina Moreno, representando Miriam Vilela da Iniciativa Internacional, e a
equipe da UMAPAZ.
fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/2010_carta_da_terra

UMAPAZ.

Agradecimentos: A Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz, (UMAPAZ). Através de sua programação me apresentou a carta da terra, esse post tem um valor de gratidão por essa univesidade...
A vida hoje, para mim faz mas sentido...Agradeço a Daniela Piaggio, por apresentar de forma simples e humana o que significa a carta da terra.... A princípio vou escrever com o coração, e por fim escrevo com a razão. Me sinto muitas vezes frustrado (enganar a expectativa de, fazer falhar, tornar inútil, não ter o resultado que esperava, tornar inútil, malograr-se...significado de frustrar...), pois quanto maior o conhecimento maior a responsabilidade."carta da terra um de seus princípios". Saber que um sonho é possível, basta acreditar, posso contemplar nesse humilde texto, eu acreditei, agora estou aqui, escrevendo aquilo que a carta da terra, agregou na minha vida, nos meus hábitos sem demagogia....Acredito apesar de muitas vezes encurralado, em saber que não tenho a força de expressão que faça acontecer de imediato, me deparo com uma reflexão...Sonho Possível...E vou além, e creio eu vou conseguir, transformar esse frustrar em um bem comum, trazer esse conceito de cultura de paz, fazer com que meus sonhos não morram, ao primeiro não, saber que minha fantasia para muitos ilusão, no meu mundo é meu Sonho Possível, onde o que, não existe...tenho que tornar meu sonho possível...Meu Sonho é Possível. Eu Acredito. Obrigado Dani. Grato à todas as pessoas da UMAPAZ, onde tenho o prazer de frequentar, e o prazer de aprender, e o compromisso de dar continuidade nesse aprendizado. A Carta da Terra é uma lição de vida para mim. Assim   término a escrita de mente e coração, e tenho o enorme prazer de apresentar nessa data de comemoração do dia da terra a carta da mesma. 

O que é a Carta da Terra?

Caros leitores, a carta da terra tem uma missão a ser cumprida, procura relacionar a interdependência global, e uma responsabilidade e comprometimento de todos os povos, onde o objetivo maior é a uma sociedade global justa, sustentável e justa. 

A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico eqüitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. 

A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias, a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso.

Especial

22 de Abril, uma data com certeza inesquecível, hoje estou tendo o prazer de falar da Carta da Terra, algo que qualifico como especial. Atitudes e consciência muitos propagam, necessidades extremas, mas...Sustentabilidade, onde o Econômico, Social e Ecológico precisam estar interligados, oras ao marketing, somos sustentáveis, mas você caro leitor, está preocupado com a propaganda, será...Vejamos a Coleta Seletiva, muitos estabelecimentos adotaram as lixeiras com as cores, porém, você esta preocupado se eles separam corretamente...Pois é, nosso futuro a terra esta preocupada, onde vai o lixo que pra mim já não serve, você esta preocupada terra por que, por que tenho filhos que um depende do outro, onde o lixo jogado, no terreno pode causar a morte dos meus filhos, seja por enchente, seja por doenças de vetores, e esse lixo poderia ser reaproveitado...Você se preocupa?

A Carta da Terra é composta por Princípios, um diz assim; Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração, e outro assim  Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução. Você se preocupa...Mas a Terra nos dá tudo o que precisamos, é um planeta que até hoje sabemos que só aqui, pode haver vida humana, nossa espécie não sobreviveria em nenhum outro planeta, mas o que podemos fazer...outro diz assim: Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável. Participação, que coisa chata o porque tenho que votar...É com todo respeito, uma sociedade unida faz valer o seu direito, e nos ainda Brasileiros, perdemos muitos empregos para estrangeiros, e não é que eles não tenha direito ao um excelente emprego em nosso País, pelo contrário se tem qualificação esta totalmente com razão em vir para o Brasil, sabe por que nós não queremos votar, não procuramos falar para o vizinho não desperdice a água, é um bem coletivo, todos precisam, não somos participativos, mas sabe qual nossa melhor frase e todos sabem de cor sou brasileiro não desisto nunca, porém, uma sociedade sustentável e pacífica, lutando por seus direitos nosso País teria tudo para se torna uma grande potência, há lembrei você não gosta de votar não se preocupa todas vão roubar, é a educação é sempre a mesma, a saúde nem se fala, pois é amigos precisamos cuidar um dos outros por que somos interligados, se eu consegui você também consegui, este tem que ser o pensamento e o nosso propósito, eu quero que meu amigo, vizinho, filho, parente, esposo, madrinha, enfim, tenha a mesma participação que eu, tenha a mesma qualificação que eu tenho, enfim, Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.


2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a) Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
 b) Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem amaior responsabilidade de promover o bem comum.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.
a) Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b) Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.

Estes princípios fazem parte do  I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA.


7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.

Estes princípios fazem parte do  II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA.

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.


10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.


11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
   
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.


Estes princípios fazem parte do   III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA



IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ 

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
  1. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
  1. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
  1. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
    massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

22 de Abril o dia da terra, data comemorativa, pois todos os dias é o dia da terra, onde é o nosso lar, mas uma vez agradeço, a UMAPAZ, a Dani, por me apresentar a Carta da Terra, na Semana do Meio Ambiente, no dia 5 de junho, vou realizar meu Sonho Possível vou aplicar uma Oficina no Parque, sobre a A Carta da Terra, amigos e amigas, agradeço o carinho o respeito, e peço desculpas se não correspondi as suas  expectativa caro leitor, sobre a Carta é isso, somos todos iguais, não somente perante ao nosso semelhante, mas sim de todos os seres.                                         "Mudar é difícil mas é possível" "Paulo Freire."


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