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Saturday, May 18, 2024

Jardim Conceição: Cursinho Popular ENEM

 

Escola de Engenharia de São Carlos EESC/USP-CRHEA.

A sinergia do bairro Jardim Conceição

(obs: texto atualizado em 28-05-2024).

Por Milton Lima,

            Espere, antes de contar como cheguei a me formar por três universidades públicas, gostaria de contar o porquê isso foi possível. Primeiro a idade jamais deve ser um parâmetro de medição quando você estiver falando de estudos, de formação e de vivência. Segundo seu bairro ou sua classe social, pode sim te levar a ser estigmatizado, porém, se você realmente for contra a corrente, você acessa o lugar que por muito foi e é negado para quem mora na periferia. Então se preparem para nossa aventura, que acredito ser interessante por assim dizer, para situarmos onde estamos, colocar algumas imagens e encontrar nossa sinergia com o bairro! Jardim Conceição nossa casa, nosso lar, nosso lugar de acolhimento, embora por tanto tempo mal falado, o famoso 100 terra, é a nossa casa.

Há! Por enquanto vou deixar as imagens e daqui uma semana eu retorno ao texto, aliás, será uma bela aventura! Enquanto isso eu espero que não se sintam intimidados, ou com vergonha, comentem!

Para não ficar muito no suspense. Eu estudei nestas universidades públicas, USP, UFF, UFRJ que me deram diplomas e passei pela UNESP-Marília, por um semestre estudando Filosofia da Educação, onde fui aluno especial no Mestrado. Depois acabei optando pelo curso de Sociologia e depois o Mestrado em História. Dos lugares que passei, ainda tenho participado do grupo de estudos de história política na América Latina, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Nas universidades públicas que são mencionadas no começo do texto eu estudei e me formei sem pagar qualquer mensalidade. Na primeira fiz uma especialização e ela me rendeu um trabalho de conclusão de curso que fiz em Osasco, com os catadores de material reciclável. As rotas eu devo contar para vocês mais tarde, com mais fôlego! Agora podemos ir às fotos!







A coleta seletiva tem muito haver com a educação ambiental, esse é um papo para o decorrer do texto, em algum momento eu voltarei na questão das fotos de cooperativas e o porquê da foto acima, que foi tirada para mostrar o Pico do Jaraguá, um dos lugares que visitei catadores informais, que não estavam registrados na prefeitura.

            De todo modo, as fotos têm um caráter de memória afetiva com a educação, com a trajetória, com os percalços de estudar em lugares como visto muitas vezes, por lugares impossíveis de estudar, e não foi fácil chegar lá, mas é possível, posso ajudá-los?

            Eu sou formado em Gestão Ambiental, sou especialista em Educação Ambiental, sou bacharel em Ciências Sociais (o famoso sociólogo, quem estudou sociologia), e tenho concluído a pouco, o Mestrado em História (faltando a defesa da dissertação, que ocorrerá em breve, já pensou assistir o professor na defesa? Bem, pensemos sobre o assunto mais tarde, ok?), essa formação passa por alguns lugares, e a formação a que estou me referindo, é humana, esqueçam nesse momento os títulos ou diplomas, se assim quiserem. O fato mais importante, aqui e agora, é o convite que tenho para fazer a você, que pensa em estudar numa UNIVERSIDADE PÚBLICA! Você morador do bairro Jardim Conceição, essa oportunidade é para você, um cursinho popular preparatório para você ter mais chances no ENEM, ou em qualquer vestibular que queira prestar!

            A partir da minha experiência, eu vejo a educação como um lugar de transformação, como dizia Paulo Freire, “A educação muda as pessoas, e as pessoas mudam o mundo”. E o mundo começa a mudar com o seu habitar em outros ambientes deste mundo, por isso, eu faço o desafio a você estudante que quer prestar o vestibular, venha estudar comigo! Pois, eu lhe darei os detalhes mais adiante, nas próximas postagens, tem interesse, deixa o seu e-mail nos comentários que entrarei em contato! Professor eu não tenho grana para pagar um cursinho, e agora? Esse cursinho popular não irá te cobrar mensalidade, sim é na faixa, mas o custo é zero? Depende de casos e casos, você pode preencher uma ficha que poderá lhe deixar isento da inscrição, a única taxa cobrada será a inscrição. Por quê? Para manter a plataforma que usaremos nas aulas (zoom), que inclusive serão gravadas e ficarão disponíveis para os alunos voltarem e anotarem tudo! Para isso, precisamos desta taxa de inscrição, que será paga uma única vez!

            Embora, esse cursinho seja para o público do Jardim Conceição, como forma de devolutiva de tudo que aprendi nas universidades públicas, onde são gastos os nossos impostos, e muitos de nós, da periferia não conseguimos chegar lá, esse acesso será amplamente divulgado pelos bairros da região, e até de outros municípios, se houver o interesse, sinta-se convidado a participar.



            Sobre as turmas, eu ainda estou montando as aulas, e ainda tenho visto algumas parcerias, de outros colegas para ministrar aulas, o que não posso definir por enquanto, é que preciso ver o interesse de vocês! Mas quanto custaria a taxa de inscrição? O custo é de R$ 50,00, por quatro meses de curso. Eu proponho e garanto poder ajudar nas disciplinas das humanidades, exceto geografia, como alguns tópicos de redação e inglês.

As dicas serão valiosas, pois eu passei pelo ENEM, e fiz outros processos seletivos no meio desta caminhada! Eu usarei meus conhecimentos entre as atualidades e a área ambiental para municiá-los de algumas temáticas que podem ser temas de redação, e não só isso, geopolítica e conhecimentos gerais também poderão ajudá-los. Acesse para mais informações o link: Cursinho Popular Jardim Conceição

Jardim Conceição vem pro cursinho popular! Conhece alguém que tem o interesse em prestar o ENEM? Então, já divulga! Sendo do bairro Jardim Conceição ou não, todos serão bem-vindos!

Datas e cronograma do ENEM 2024.







Wednesday, May 26, 2021

Chile em direção a uma Convenção Constituinte com maioria progressista: A épica da mobilização popular que mudou a história

 

Chile em direção a uma Convenção Constituinte com maioria progressista: A épica da mobilização popular que mudou a história

26.05.2021

Por Cecilia González

Tradução de Milton Lima

A subestimação nunca é boa conselheira.

Se o saberão hoje o presidente Sebastián Piñera e os políticos dos partidos tradicionais do Chile que, acomodados em seus postos de poder, em suas lutas, estranhas a cidadania, foram surpreendidos, neste já mítico outubro de 2019, quando estudantes secundaristas começaram a pular os muros do metrô na cidade de Santiago para protestar pela diminuição do preço do bilhete.

Os jovens se juntaram, gritaram, pularam os muros uma, duas, dez vezes. A rebeldia se multiplicou logo em inéditas e indestrutíveis mobilizações sociais, a transformação da Praça Itália na Praça da Dignidade e o repúdio de um amplo setor social à desigualdade estagnada no Chile, o país que até então era posto como exemplo do êxito neoliberal na América Latina.

A fantasia se desmoronava. Ainda que embora, Piñera insistia nas repressões, na difamação permanente em direção aos manifestantes. Acreditava que poderia controlar a situação. Mas se equivocou. A realidade o rebaixou a cada passo. Em outubro do ano passado, em um plebiscito que se viveu à pura emoção, um expressivo número de 78% dos cidadãos, aprovaram uma nova constituição.  

Por fim, os chilenos poderiam extrair o peso da Constituição que os deixara o ditador Augusto Pinochet e que, depois de três décadas de democracia, está vigente.

Sem planejá-lo nem querê-lo nem esperá-lo, as e os jovens chilenos iniciaram um movimento social que adquiriu uma magnitude histórica e que hoje, um ano e meio depois, adquire efeitos substanciais épicos, porque a Constituição que surgida destes protestos estudantis será escrita, em sua grande maioria, por líderes feministas, agente comunitário, ambientalistas, de direitos humanos, indígenas, ativistas LGTBI e de todo tipo de causas sociais e sem experiência partidária. 

Será uma convenção com igualdade de gênero entre seus integrantes e majoritariamente de esquerda, com lideranças novas e progressistas, emanados da explosão que modificou por completo o mapa político de um país que já o sacudiu por ser um dos mais conservadores da região. Como bem resume um dos lemas dos protestos: Chile acordou. 

Memória

Piñera foi o grande derrotado das eleições. E como não. A força de votos, a sociedade chilena se cobrou não somente a desigualdade provocada pelas políticas neoliberais, sim também a persistente violência institucional exercida pelas forças de Segurança sob seu comando.

Aqui estão os informes de Anistia Internacional, e de Michelle Bachelet, a ex-presidenta e Alta Comissionada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que detalham o uso de armas letais, ataques indiscriminados contra manifestantes pacíficos e violentos, torturas, maus tratos, violações e abusos sexuais, detenções arbitrárias massivas, feridas com armas de fogo em adultos, jovens e meninas e meninos.

Aqui estão diante das câmeras ao vivo, os jatos de água, as perseguições, os gases lacrimogêneos, o sangue. Os mortos, os mutilados, os feridos. A impunidade.

Aqui está a denúncia contra Piñera por crimes de lesa humanidade interposta na Corte Penal Internacional de La Haya.

E nas margens das quais mais de 90% da população reprova o presidente deve aguardar com ânsia o momento de deixar poder. E falta pouco. As eleições são no dia 21 de novembro e em março próximo quando entregará o poder. É menos de um ano de espera, nestas condições de debilidade política extrema, de desaprovação social, parece uma eternidade.

Em direção à Convenção, o Governo e seus aliados aspiravam ter 52 cadeiras, o terço necessário para vetar artigos e impor suas posições conservadoras na Constituição. Porém, só obtiveram 38. Mas tal reconhecimento da derrota, na direita ainda persiste num desconcerto que se traduzem pelo desgosto, desqualificações e na repetição de ameaçantes lugares comuns (“vamos virar a Venezuela”) que não sustentaram efeito algum na maioria dos eleitores. Os subestimaram.  

Comunistas

 

As eleições demonstraram que no Chile, ao contrário da maioria dos países vizinhos, o Partido Comunista (PC) está vivíssimo, muito vivo e com um pré-candidato presidencial que avança a passos firmes visando às eleições de novembro.

Trata-se de Daniel Jadue, um líder de seu município que foi eleito pela segunda vez consecutiva. Mas, às figuras emergentes e inesperadas são Irací Hassler e Javiera Reyes, dois jovens economistas que já ganharam as eleições municipais de Santiago e Lo Espejo, e que já formam parte da renovação da classe política chilena uma demanda dos protestos de 2019.

Seus triunfos podem desconcentrar os esquecidos, mas não despercebidos, porque a palavra “comunista” se atualizou nos últimos anos com um êxito de estigmatizar e apelar aos fantasmas de regimes autoritários próprios da Guerra Fria.

No entanto, aqui as campanhas do medo não chegaram ao PC local, democrático e ancorado na defesa das lutas populares e direitos humanos. Ao contrário os votos fortalecem sua influência pública em meio do intenso processo de transformação política e social que explodiu em outubro de 2019, e que o final de semana, com as eleições, escreveu outro capítulo crucial.

“Apagar teu legado será nosso legado”, dizia a mensagem dirigida ao último ditador chileno e demonstrado em uma bandeira gigante na Praça da Dignidade durante os festejos do triunfo do plebiscito em outubro. Hoje estão mais próximos de cumprir essa promessa. Mais ao norte, a agitada Colômbia toma nota do que pode conseguir o protesto e a organização popular.

A transformação chilena não será fácil, como não é nenhum avanço histórico. Para começar, os “mercados” (os especuladores de sempre) reacionários como costumam fazê-lo ante qualquer avanço da esquerda: com a desvalorização da moeda e o colapso da bolsa. São tão previsíveis.

O único seguro é que, agora sim, os políticos e meios neoliberais já não poderão por mais o Chile como exemplo de bom aluno. Ficaram sem nada para exemplificar.

Notas do tradutor.

1. Texto original acesse aqui

2. Ao iniciar este projeto de tradução, preciso dizer o quanto tenho orgulho dos meus estudos em escola pública, tal como do caminho que fiz na universidade pública para ser sociólogo hoje. Escrever neste espaço é uma forma de devolver o que a educação me possibilitou. Acredito que alguns de vocês puderam acessar o conhecimento que os possibilitou ler em outros idiomas, e sabem da importância de ler no original, mas muitos de meus amigos não contaram com esse privilégio, devido a tal constatação que disponibilizo esta tradução. O texto original está no sitio RT (México) tratando sobre o Chile.

3. Vídeo complementar



Friday, May 20, 2016

Política (o meio) Ambiente e o Progresso existe?


Progresso no meio (existe) ambiente?

Milton Lima*

O que temer (sem ou com o Michel) nos dias de hoje? Uma pergunta um tanto perturbadora, não? Realmente faz tempo. Muito tempo que não escrevo. Não com está atualidade. Para nos situarmos, e nos familiarizarmos com a temática ambiental, parece-me que o saber é àquele sabor que Barthes chama-o: “a idade de outra experiência”. O autor convida-nos: experimentá-lo “na própria encruzilhada.” Nos encontramos no século XXI, 100 anos após sua morte - em 2015 com a Revista Cult – quando é publicado um dossiê sobre o seu centenário.

Ao escrever sobre meio ambiente, pretendia narrar o sabor de algumas narrativas, que foi se perdendo com o tempo.

Em um dado momento a experiência questiona-me e agora? É então aí: que volto a escrever. E as perguntas continuam a provocar-me: ruídos e no ano que ainda não acabou – quem dera fosse àquele de 1968, o qual Zuenir Ventura narra tão bem. Perturbadora, sim. Na conjuntura de um ano histórico, pois, a política em 2016, viu o Brasil votando uma questão polêmica, tendo em vista os representantes da população (se assim vocês concordarem - em um congresso nacional) indicando tais votos em nome: da mãe, mulher, filha, sobrinha, e até de Deus para afastar uma presidente! O que temer? Difícil, mas o que precisa ser analisado é a nossa curta memória, e meu maior receio é o progresso!

A política projetou nos últimos 14 anos, desde 2002, um motor de crescimento (se vocês quiserem progresso) neoliberal, que impulsionou o consumo. O acesso, obsoleto com crédito, refletia na ascensão de muitos à outra classe. Qual? O que fora comemorado como bônus? No meio há crise? Existe ambiente e/ou ônus? Um governo eleito pelo povo? Quem nos representa, aqueles que votam pela mãe, esposa, sobrinha? Ou o que afastara a presidente ao coro do fim da corrupção (o mesmo que nomeia ministros acusados e investigados pela mesma corrupção) então quem nos representa? Uma esquerda corrompida, que seus valores são capas com os tópicos: Mensalão, Petrolão, e assim até a falácia que estamos vivendo.

Tendo o prazer pela história é triste o momento o qual vivemos. Ao nosso autor centenário; um sabor, um oxigênio. No curso ministrado no Collège de France, “Como viver junto? E ao mesmo tempo não sendo o neutro?” Palavra, literatura, assim nasce o texto com prazer de uma crítica sensível ao momento.

Mas com todos os defeitos de um governo que mudou sua cara; o Brasil tem um novo comando (alguns dizem provisório, se vocês preferirem pelos próximos 180 dias) e este já mostrou sua nova identidade. Acompanhada do chavão do lar, recatada e esteticamente padrão mídia.

E o viver não somente em um planeta que habitam os cidadãos do mundo (que vivenciam o aquecimento global, e continua sua espera; diferente do século passado com a guerra e as bombas atômicas, o sujeito aguarda o aquecimento de alguns Graus Celsius), mas o conviver com pensamentos políticos reacionários, autoritários, excludentes e fascistas. Este é o desafio de viver junto. O como, isso se dá, pode-se dizer que é: sem neutralidade das ideias.
Com este jogo apenas começando, o meio ambiente é peça chave no cenário político. Independente do regime de assujeitamento, o devir que nos move depende da aventura. Chamo-a progresso, a pergunta que deixo aos aventureiros é: podemos pensar juntos?

*Especialista em Educação Ambiental e Recursos Hídricos. É professor de Gestão Ambiental. 
miltonpalmeiras@yahoo.com.br




Saturday, December 20, 2014

Política sem sentido: Meio/Concreto/Ambiente



A Política poética: Meio/Concreto/Ambiente

Ao devorar poesias nos muito é ofertado, porém nem tudo é revelado. Escrever é contar histórias, vividas desde um embrião até o falecimento da ideia. Propor tal reflexão vai além de filosofar, mas pretende-se ousar: no que diz respeito ao ser humano presente.

Como/Porque/Quando/ são indagações não esquecidas no post presente. O propósito é lhe provocar com a política. E quero ir fundo no campo da leitura. E a poética refuta o outro: Meio? Concreto? Ambiente? Contudo o prolixo discurso “político” é utópico.

Oswaldo de Andrade requer/induz a “devorá-la”. E a cultura é algo tangível, seria absorver o olhar de quem observa? A partir do concreto eu tenho um caminho. Certo ou errado?  Talvez uma condição sine qua non nos de o diálogo cerrado. Teria força o meio?

Este meio reflete parte do todo: ele passeia pela vida? Ora se devorar estimular a fome eis que temos um problema? Um estado político é somente governado por lideres, ou seria, excluído o presente, que tal refletir entre as nossas escolhas: Índio é reflexo do passado?

Escrever e ler são premissas intuitivas historicamente que me levam a cultura. Histórias que leio e me revelam muito do ser “político”, norteia um texto poético com desvios – proposital e expressivo da escolha – seria ou teria espaço no meio/concreto/ambiente.

Sentido ou significado, crise ou solução, na verdade não se baseia este texto no ambíguo ou dual, mas acredita a poética descrita no uno, real e inseparável. O ser da matéria é instigado a devorar o espaço e não tão pouco o meio e ir muito além deste ambiente.  

Por uma cultura no pé da letra inclusiva. No âmbito poético da busca do presente. A política do ser, ela é real esta no agora. Aqui não importa o que está fora, mas sim o que é em essência: Ser Humano, incluso na política no meio real; neste concreto presente do ambiente carente.


Milton Lima
 

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