Showing posts with label Brasil. Show all posts
Showing posts with label Brasil. Show all posts

Friday, August 1, 2025

A era de Trump não é zebra

 By Milton Lima

01-08-2025


Ouça o artigo.



Um giro pelo mundo nesse primeiro de agosto, antes de tudo, revelará que as notícias ainda que novas pareçam escalar as projeções e prognósticos que temos feito para quem acompanha esse espaço de reflexão, não tem tanta surpresa, salvo algumas exceções que começamos a discutir de antemão.

Vejam que o pouco que se fala na mídia hegemônica do ocorrido em Gaza na Palestina, por Israel e no âmbito de terror, quando vem a mídia se expressar, quase nunca o termo usado é o genocídio. Em alguns portais e jornais independentes usa-se a palavra correta, genocídio, para tratar o acontecimento. Portanto, ao findar o mês de julho e iniciar o mês de agosto, a novidade é por parte de alguns países europeus, como no caso da França e mais recente outro país da América do Norte, o Canadá, terem optado por reconhecer o Estado da Palestina como um país independente (que o farão oficialmente em setembro) e que essa seria a solução para o conflito no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos por sua vez usou suas redes sociais para comentar que, caso o Canadá faça o que declarou seu representante de governo, ele sofrerá sanções econômicas e mudanças nas relações comerciais.

BRASIL/ÍNDIA/IRÃ

Os jornais pelo mundo tratam das tarifas que os Estados Unidos lançaram contra o Brasil. A justificativa para a taxação se coloca no campo político e os argumentos utilizados remetem para defesa dos direitos humanos. Isso porque dizem que o presidente Jair Bolsonaro está sendo perseguido pela corte da Justiça brasileira, no caso por um juiz, Alexandre de Moraes. Esse é um argumento que os jornais noticiam o porque o país está sofrendo esse duro ataque em relação ao comércio com os norte-americanos. O que pouco se fala ou se lê por esses grandes jornais, é que se trata de um ataque aos BRICs e que o Brasil se tornou um país não grato desde a cúpula realizada no Rio de Janeiro - nos últimos dois meses, junho e julho. As notícias que relatam as palavras de Trump como vistas abaixo, mostram suas movimentações políticas, e um padrão pode ser identificado, quando ele fala da Rússia e da Índia, revelando que os países do BRICs realmente serão alvos de uma retórica agressiva por discursos do presidente. O conflito com o Irã passa por esse viés quando a Rússia poderia enviar aos iranianos armamentos sofisticados.

IMIGRAÇÃO

Fonte: Le Monde 01/08/2025

A notícia do jornal francês Le Monde nesse primeiro de agosto revela uma dura realidade para os milhares de presos nos centros de detenção dos Estados Unidos. Trata-se de pessoas que são consideradas perigosas ao Estado e para segurança pública. A denúncia parte de uma organização não governamental (ONG) e retrata que as condições por parte dos presos são precárias nesses lugares de detenção. Segundo a reportagem e dados fornecidos pela instituição dos 181 centros de detenção, 85 estão com números acima da sua capacidade. Outro dado revelado, é que 70% dos presos não têm qualquer antecedente criminal.

O nome de “Alligator Alcatraz” foi batizado para um lugar improvisado para receber esses imigrantes, de acordo com a reportagem, esse lugar a 70 km de Miami mantém milhares de detentos, num lugar que antes era reservado para jacarés. A política de expulsão de Donald Trump prevê até o final do ano de 2025, a estimativa de 100 mil presos. A ONG chama atenção que no mês de setembro 72 mil hondurenhos e 4 mil nicaraguenses que desde 1999 tinham proteção temporária deixaram de ter esse beneficio que se estende a 348 mil venezuelanos e 521 mil haitianos (Le Monde, 2025).

AS REGRAS DO JOGO DE TRUMP PARA O COMÉRCIO

Fonte: El Pais, 01/08/2025.


O mapa acima exemplifica as novas regras do jogo impostas por Trump. A taxa comercial cobrada aos países que negociam com os Estados Unidos passou a ser cobrada nesse primeiro dia de agosto de 2025.

De acordo com a reportagem de Iker Seisdedos para o El Pais, a partir desta data o mundo respira uma nova era. A era das taxas comerciais nunca vistas antes propostas pelo presidente norte-americano. A chamada guerra comercial teve em seus primeiros momentos um inimigo declarado asiático, trata-se do embate com a China, mas esse inimigo econômico e que disputa a hegemonia da tecnologia com os Estados Unidos, foi deixado de lado por uma visão do mundo globalizado. A guerra comercial passou a marcar nos noticiários a temperatura do comércio mundial com as novas regras impostas por Donald Trump.






A lista de países (34 sócios comerciais) que são sujeitos às taxas a partir de agosto se concentra em dezenas de países incluindo: Reino Unido, Vietnam, Japão, Filipinas, Coréia do Sul e Paquistão. Essa lista é completada com 27 membros da União Européia (El Pais, 2025).

Entre os países citados pela matéria, China e México continuam em negociação com os norte-americanos. O Brasil é o país que recebe a maior taxação, 50% para a nova regra de Trump.

A nova era amaldiçoada para América Latina

Die neue Fluchbewegung aus Lateinamerika a tradução livre para a matéria publicada pelo jornal alemão Die Welt (O Mundo) remete a questão migratória e aponta para uma fuga dos latino-americanos para Europa, uma vez que as fronteiras com os USA foram fechadas.

Die USA haben ihre Südgrenze abgeriegelt. Doch Unfreiheit und Armut der Linksdiktaturen treibt weiter Millionen Menschen in die Flucht - nun Richtung Europa Nas palavras novamente em tradução livre, a reportagem remonta que tanto a pobreza quanto as ditaduras provocadas pelas esquerdas são responsáveis por levarem milhões de pessoas a fugirem destes países. A reportagem lança mão do gráfico abaixo.

Fonte: Die Welt 01/08/2025

Ao citar nomeadamente Cuba, Venezuela e Nicarágua, o material publicado pelo jornal alemão credita o fator da imigração em massa para os países vizinhos da América Latina, quando não aos Estados Unidos, pela busca clara de fugir do socialismo destes países.

O que a reportagem traça em sua linha de raciocínio é que a política migratória que Donald Trump adotou por fechar as fronteiras dos Estados Unidos para esses imigrantes, não fez que tais pessoas desistissem do sonho de buscar uma vida melhor longe daquelas ditaduras onde eram conduzidos por uma violência estatal e que a democracia com eleições livres seria impensável. Corrupção e hiperinflação são temas ligados aos governos socialistas e a demonização da esquerda fica evidente pela matéria.

Por último a matéria considera o governo de Gustavo Petro na Colômbia forçar a mudança dos imigrantes. Dados como uma grande quantidade de colombianos mudando para a Espanha (aproximadamente 107 mil pessoas) remete a preocupação da matéria com respeito aos imigrantes fugindo de governos de esquerda na América Latina. Até o governo de esquerda assumir o poder da Colômbia, o seu povo vivia com esperança, essa é a opinião do artigo.

Considerações finais

Realmente o mês de agosto mostra uma tendência que já havia considerado no final do ano passado, antes mesmo do início do novo governo de Trump. A extrema-direita ganha cada vez mais força nos meios internacionais, a submissão do parlamento europeu e nítida tendência a ir para guerra contra a Rússia, não só ficam claras com o aceite as negociações de compras de armamentos dos Estados Unidos como do pagamento de cerca de 300% a mais por energia, quebra principalmente a economia da Alemanha que era o motor industrial da Europa. A guerra na Ucrânia e o boicote ao Nord Stream 2 (Gasoduto que fornecia aproximadamente 110 bilhões de metros cúbicos por anopara Alemanha), aceleraram a guerra híbrida na Alemanha, e os interesses do jogo político parece ser a manutenção da vassalagem por parte dos políticos europeus aos interesses norte-americanos.

Quando o tema se trata dos BRICs, a questão ganha outra dimensão. O tema envolve articulação política e desenvolvimento estratégico para movimentação de milhões de empregos em países cuja dimensão socioeconômica não é discutida, por exemplo, na África. O Brasil como se tem notado com a taxação é governado por um governo de esquerda. Lula ao visitar Cristina na Argentina não imaginava que sua declaração à condição enfrentada pela política à perseguição política, e sua prisão ser algo planejado para tirá-la do jogo, não contava com a resposta vinda de Trump. Trump na oportunidade que teve de lançar uma ofensiva contra o governo do petista no Brasil, usou quase da mesma lógica de Lula, e defendeu seu colega da extrema-direita brasileira, Jair Bolsonaro de ser vítima de perseguição política.

Esse primeiro de agosto começa movimentado e a tendência é se manter assim nos próximos 4 meses que restam para o ano de 2025 terminar. À primeira vista os fatos levam a crer que a estratégia de Trump em governar pela defesa dos seus interesses políticos, a priori tem surtido efeito e que esse jogo político internacional está apenas engrossando o caldo numa lógica hobbesiana. Por último, mas não menos importante, a surpresa da matéria publicada pelo jornal, O Mundo, na Alemanha demonstra que a guerra de narrativa ainda nos discursos políticos continua em alta, e considerando que grande parte da população consome apenas esses grandes meio de comunicação, pode-se concluir que a opinião formada por grande parte dos grandes jornais defende um interesse de classe evidente, ou seja, uma elite que defende a financeirização, que aposta na especulação, e que com o sistema de juros e taxas de seus grandes bancos, temem perder esse lugar. No entanto, a grande transformação está em curso queira eles aceitar ou não, a mudança tem nome e rota, e o partido comunista pouco atacado que lidera o desenvolvimento da China, tende a mostrar que o socialismo com características chinesa, merece ser muito mais estudado e divulgado para um debate no mínimo justo. Assim as leituras e discursos continuam produzindo fantasias sobre o comunismo e escondendo as mazelas dos fascismos em voga por todos os cantos do globo. Não existem inocentes que defendam o que acontece em Israel para o tratamento ao povo palestino. Os governos de extrema-direita estão no poder e suas políticas estão sendo escritas nos livros de história, pena que muitos jornalistas com o papel e poder de alcance de grandes massas, não ajudam a pensarmos esses governos e suas políticas contra um inimigo comum, ou seja, todos que são contrários as ideias destes governos, podem ser eliminados. A pergunta que fica como reflexão é: seria essa democracia com esses governos de extrema-direita a guardiã da liberdade? De qual ditadura esses senhores estão falando mesmo? Pensar continua sendo uma arma que jamais devemos abrir mão de buscar.

Wednesday, July 2, 2025

As notícias que eu li nos meses de maio e junho

 By Milton Lima

02-07-2025



As notícias que eu li nos últimos 45 dias, podem jogar luz ao novo modo de operar dos gigantes jogadores da geopolítica. Se eu dissesse há 45 dias atrás que o mundo poderia presenciar um conflito nuclear entre Índia e Paquistão, seria uma loucura. Pois, nos últimos dias de junho essas notícias realmente ficaram na pauta. Agora me coloca uma pulga atrás da orelha a forma de Trump buscar ser o senhor da paz.

Antes de retomar o conflito que desde 2023 atravessa as fronteiras entre Rússia e Ucrânia, cujo nome correto foi dado pelos russos de operação especial, e não de guerra, como por muito foi noticiado, é preciso contextualizar o cenário do tempo. Em disputa por uma MAGA, que significa em inglês, Faça a América Grande Novamente, a retórica de Trump foi lutar por uma guerra interna em seu país. O que culminou nos seus primeiros 60 dias de mandato a maior controvérsia da história ocidental, ele resolveria taxar seus parceiros comerciais, principalmente o Canadá e o México (com menos relevância para as exportações norte-americanas), mas com força total a seu maior inimigo econômico em disputa hegemônica, que é a China.

Como Trump buscaria a paz no Oriente Médio, se a guerra poderia ser interessante para os interesses de seu governo, essa era uma questão posta no que eu lia. Lembrando da Ucrânia, onde o presidente norte-americano vetou novas armas para o conflito, e já pensava em costurar um acordo em que os ucranianos deveriam pagar os custos do investimento dos Estados Unidos com recursos naturais raros. Não demorou muito, e no meio de tudo isso houve a briga entre os presidentes, da Ucrânia e dos Estados Unidos. Quem apareceu como uma possível conselheira europeia com a missão de aproximá-los (os presidentes), foi a líder do governo italiano, Meloni. Pouco tempo depois houve as negociações no palácio oval, e a decisão foi por congelar por meses a cobrança de taxas de importações do Canadá e México. Nesse tempo morreu o Papa Francisco. No velório estava Meloni novamente articulando um encontro entre os presidentes para tentar um acordo. O fim da Guerra na Ucrânia era a grande questão para Trump nos últimos 45 dias.

OS BRICs na História

Se eu dissesse há 45 dias atrás que a Rússia, que estava pronta para negociar na Turquia os termos para finalizar a guerra na Ucrânia, seria surpreendida com ataques de drones e seria notícia no mundo todo, jamais alguém acreditaria. Ou seja, a dinâmica muda. O que ficou claro para os russos e o que todos temiam era, quem deu a ordem? Os russos queriam entender se Trump havia autorizado ou sabia do planejamento deste ataque. No entanto, os russos chegaram a conclusão que Trump realmente não sabia. E a pergunta foi, se ele não deu a ordem, quem deu? Os especialistas em guerra, comentaram que apenas a inteligência britânica poderia ter auxiliado o ataque. Eles quebrariam a primeira parte do acordo de cavaleiros no tratado atômico, uma vez que usaram dados via satélite para o ataque.

A partir de uma narrativa de interesse na melhor estratégia, havia acontecido poucos dias antes a comemoração do grande dia da vitória russa contra o nazismo. Um desfile acontecia para mostrar o poder militar russo, e diversos líderes de países do mundo todo estavam presentes. Depois dos ataques as bases russas, ninguém sabia o que aconteceria e qual seria a resposta de Putin.

Então a notícia sobre a melhor estratégia não vem apenas do lado de Putin, mas também do lado que se sente ameaçado e usa exatamente a guerra na Ucrânia para alimentar tal ameaça, isto é, os líderes europeus. Alemanha e o parlamento europeu lutariam aí, é bom redimensionar o tempo, e indicar mais ou menos 7 meses, para aprovarem um novo orçamento de defesa, e a justificativa era o perigo da Rússia. O mundo bélico e a ameaça de guerra tomava conta das notícias em grandes jornais. As notícias indicavam que o investimento em armas deveria ser prioridade para a Europa. E o planejamento foi intensificado nos últimos 45 dias, de acordo com minha leitura pelos jornais ao redor do mundo.

O Irã entra na história com a mesma lógica com a qual caiu o regime da Síria. O ator novamente era Israel, e para entender esse conflito, no mínimo é preciso querer ler a história do islamismo e não apenas acreditar no que é contado pelo mainstream. Tem pipocado notícias que o Irã está perto de construir sua bomba atômica, sendo capaz de ter o enriquecimento de 60% do urânio. A história desta narrativa também é muito peculiar e traz outras dimensões, o fato é que, o Irã surpreendeu Israel, após o ataque a suas três usinas termonucleares pelos Estados Unidos há cerca de 10 dias. Ainda segue fresco nas notícias os B2 que foram usados e o seu verdadeiro estrago nas instalações iranianas. Porém, o que ficou claro nesse tempo, entre os jogadores, foi a tentativa de dominar e levar a queda do regime no poder do Irã; no momento a estratégia do ataque pelo ocidente não foi bem sucedida.

Os BRICs, Brasil, Rússia, Índia e China (e diversos outros parceiros), buscam uma nova configuração (leia esse artigo também) e a tentativa de desestabilizar o Irã faz parte de enfraquecer os BRICs. Isso pouco se comenta nos grandes jornais.

Considerações e o mês de julho

Aconteceu nos últimos dias de junho um encontro no qual Trump foi o destaque na OTAN. Nos países baixos o presidente norte-americano foi descrito por grandes jornais com a frase: “o papai Trump”. Não me deslumbra o fato de não ter o bem-vindo desde o início da frase, e isso traria outras questões com o império que agora, não é possível descrever. Porém, o circulo londrino e grande parte da elite conhecida por estado profundo não está muito feliz com o governo Trump. Pode ter sido uma pressão deste nível que o levou ao ataque as instalações do Irã. Ao que parece Trump, como empresário e bilionário enxerga tudo como um negócio, e ele joga o jogo tanto na retórica quanto na ação. O que deve acontecer nos próximos meses é uma forte guerra contra as notícias falsas, e quem pretende ditar o que é verdade todos os mais estudiosos sabem, os donos da verdade, descubram o porquê da desvalorização da educação, e então, obterão a resposta.  

 

Wednesday, May 26, 2021

Chile em direção a uma Convenção Constituinte com maioria progressista: A épica da mobilização popular que mudou a história

 

Chile em direção a uma Convenção Constituinte com maioria progressista: A épica da mobilização popular que mudou a história

26.05.2021

Por Cecilia González

Tradução de Milton Lima

A subestimação nunca é boa conselheira.

Se o saberão hoje o presidente Sebastián Piñera e os políticos dos partidos tradicionais do Chile que, acomodados em seus postos de poder, em suas lutas, estranhas a cidadania, foram surpreendidos, neste já mítico outubro de 2019, quando estudantes secundaristas começaram a pular os muros do metrô na cidade de Santiago para protestar pela diminuição do preço do bilhete.

Os jovens se juntaram, gritaram, pularam os muros uma, duas, dez vezes. A rebeldia se multiplicou logo em inéditas e indestrutíveis mobilizações sociais, a transformação da Praça Itália na Praça da Dignidade e o repúdio de um amplo setor social à desigualdade estagnada no Chile, o país que até então era posto como exemplo do êxito neoliberal na América Latina.

A fantasia se desmoronava. Ainda que embora, Piñera insistia nas repressões, na difamação permanente em direção aos manifestantes. Acreditava que poderia controlar a situação. Mas se equivocou. A realidade o rebaixou a cada passo. Em outubro do ano passado, em um plebiscito que se viveu à pura emoção, um expressivo número de 78% dos cidadãos, aprovaram uma nova constituição.  

Por fim, os chilenos poderiam extrair o peso da Constituição que os deixara o ditador Augusto Pinochet e que, depois de três décadas de democracia, está vigente.

Sem planejá-lo nem querê-lo nem esperá-lo, as e os jovens chilenos iniciaram um movimento social que adquiriu uma magnitude histórica e que hoje, um ano e meio depois, adquire efeitos substanciais épicos, porque a Constituição que surgida destes protestos estudantis será escrita, em sua grande maioria, por líderes feministas, agente comunitário, ambientalistas, de direitos humanos, indígenas, ativistas LGTBI e de todo tipo de causas sociais e sem experiência partidária. 

Será uma convenção com igualdade de gênero entre seus integrantes e majoritariamente de esquerda, com lideranças novas e progressistas, emanados da explosão que modificou por completo o mapa político de um país que já o sacudiu por ser um dos mais conservadores da região. Como bem resume um dos lemas dos protestos: Chile acordou. 

Memória

Piñera foi o grande derrotado das eleições. E como não. A força de votos, a sociedade chilena se cobrou não somente a desigualdade provocada pelas políticas neoliberais, sim também a persistente violência institucional exercida pelas forças de Segurança sob seu comando.

Aqui estão os informes de Anistia Internacional, e de Michelle Bachelet, a ex-presidenta e Alta Comissionada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que detalham o uso de armas letais, ataques indiscriminados contra manifestantes pacíficos e violentos, torturas, maus tratos, violações e abusos sexuais, detenções arbitrárias massivas, feridas com armas de fogo em adultos, jovens e meninas e meninos.

Aqui estão diante das câmeras ao vivo, os jatos de água, as perseguições, os gases lacrimogêneos, o sangue. Os mortos, os mutilados, os feridos. A impunidade.

Aqui está a denúncia contra Piñera por crimes de lesa humanidade interposta na Corte Penal Internacional de La Haya.

E nas margens das quais mais de 90% da população reprova o presidente deve aguardar com ânsia o momento de deixar poder. E falta pouco. As eleições são no dia 21 de novembro e em março próximo quando entregará o poder. É menos de um ano de espera, nestas condições de debilidade política extrema, de desaprovação social, parece uma eternidade.

Em direção à Convenção, o Governo e seus aliados aspiravam ter 52 cadeiras, o terço necessário para vetar artigos e impor suas posições conservadoras na Constituição. Porém, só obtiveram 38. Mas tal reconhecimento da derrota, na direita ainda persiste num desconcerto que se traduzem pelo desgosto, desqualificações e na repetição de ameaçantes lugares comuns (“vamos virar a Venezuela”) que não sustentaram efeito algum na maioria dos eleitores. Os subestimaram.  

Comunistas

 

As eleições demonstraram que no Chile, ao contrário da maioria dos países vizinhos, o Partido Comunista (PC) está vivíssimo, muito vivo e com um pré-candidato presidencial que avança a passos firmes visando às eleições de novembro.

Trata-se de Daniel Jadue, um líder de seu município que foi eleito pela segunda vez consecutiva. Mas, às figuras emergentes e inesperadas são Irací Hassler e Javiera Reyes, dois jovens economistas que já ganharam as eleições municipais de Santiago e Lo Espejo, e que já formam parte da renovação da classe política chilena uma demanda dos protestos de 2019.

Seus triunfos podem desconcentrar os esquecidos, mas não despercebidos, porque a palavra “comunista” se atualizou nos últimos anos com um êxito de estigmatizar e apelar aos fantasmas de regimes autoritários próprios da Guerra Fria.

No entanto, aqui as campanhas do medo não chegaram ao PC local, democrático e ancorado na defesa das lutas populares e direitos humanos. Ao contrário os votos fortalecem sua influência pública em meio do intenso processo de transformação política e social que explodiu em outubro de 2019, e que o final de semana, com as eleições, escreveu outro capítulo crucial.

“Apagar teu legado será nosso legado”, dizia a mensagem dirigida ao último ditador chileno e demonstrado em uma bandeira gigante na Praça da Dignidade durante os festejos do triunfo do plebiscito em outubro. Hoje estão mais próximos de cumprir essa promessa. Mais ao norte, a agitada Colômbia toma nota do que pode conseguir o protesto e a organização popular.

A transformação chilena não será fácil, como não é nenhum avanço histórico. Para começar, os “mercados” (os especuladores de sempre) reacionários como costumam fazê-lo ante qualquer avanço da esquerda: com a desvalorização da moeda e o colapso da bolsa. São tão previsíveis.

O único seguro é que, agora sim, os políticos e meios neoliberais já não poderão por mais o Chile como exemplo de bom aluno. Ficaram sem nada para exemplificar.

Notas do tradutor.

1. Texto original acesse aqui

2. Ao iniciar este projeto de tradução, preciso dizer o quanto tenho orgulho dos meus estudos em escola pública, tal como do caminho que fiz na universidade pública para ser sociólogo hoje. Escrever neste espaço é uma forma de devolver o que a educação me possibilitou. Acredito que alguns de vocês puderam acessar o conhecimento que os possibilitou ler em outros idiomas, e sabem da importância de ler no original, mas muitos de meus amigos não contaram com esse privilégio, devido a tal constatação que disponibilizo esta tradução. O texto original está no sitio RT (México) tratando sobre o Chile.

3. Vídeo complementar



Friday, November 27, 2020

O deserto das vacinas

O deserto das vacinas – Por Milton Lima. 27-11-2020

Antes de tudo, os tártaros e o Dino estão longe das vacinas. O comércio que se faz do que seria caro ou barato, esconde de longe o desejo pela vida, parece que o capital sugou a morte, a saber: até que o dinheiro nos separe.

O deserto aqui referido é o que espera pela guerra. Nada que o próprio italiano não nos prendesse com seu clássico “o deserto dos tártaros”. Em todo caso, não conhecendo a história alguém pode perguntar o que isso tem com as vacinas?

Bem... Isso é um pequeno ensaio de esperança, a esperança é de que não precisamos rever outra guerra, mas isso está certo que não vai acontecer? A resposta volta ao deserto e a linda história que me remete a escrever este ensaio.

A verdade é que a linguagem tem seus códigos, e se não sabemos o que significa tal código não podemos inferir o que seria a palavra verdade. E voltemos a política que por vezes se quer internacional, e que por tantas outras se quer na rota de colisão para quem expressa o código da verdade, que nada mais é que a garantia de se manter no poder.

O poder que a vacina gera no imaginário é o deserto de uma história que senão se repete faz menção a outras que vimos, quando em 1918 ouvira-se o chamado de gripe espanhola, tempos depois descobriram que ela não era espanhola coisa nenhuma. Agora não estamos vendo a crise de 1929, mas a fome e a morte batem na porta de muitos nesse deserto com força tamanha que o silêncio e a fronteira do deserto, voltam-se a esperança vinda da América do Norte, que passou por eleição polêmica nos últimos dias, e que o imaginário ainda é América primeiro.

Em pleno século XXI, imaginar um deserto no Brasil é quase insano se não fosse roteiro para outra intervenção do mercado, e os mesmos teóricos de outrora continuam sendo seguidos à risca com a ideia e porque não um tipo ideal de Estado mínimo. Tudo isso seria ciência se colocássemos a leitura do código da verdade que já sai impresso e com imposto para o que nos é vendido. A princípio houve uma separação de economia e política, depois preocupação com o bem estar social, e o mercado cresceu conjunto ao poder econômico dos donos da verdade, o Estado que se viu no controle da política, esse encolheu e por aqui na terra do tupiniquim o querem mínimo. Tal deserto e tal vacina seguem o roteiro do grande reset, o dinheiro digital e o PIX já estão bem virtuais no seu rastro, mesmo sabendo que não se tem lastro, o dólar continua valendo todos os dedos, e os anéis a quem apostava na Rússia ou China com suas vacinas, vira a chegada das gigantes do Ocidente. Enquanto isso no deserto das vacinas nossa política luta para ser no mínimo a riqueza (longe do povão) da democracia.


Monday, August 31, 2020

O fim do eterno retorno

 

Por, Milton Lima 31-08-2020.

 

Quando pensávamos que a comunicação decerto revolucionaria nosso modo de pensar e compartilhar, o eterno retorno nos mostra que o mercado se ajusta a toda e qualquer anormalidade e diz não. Não para uma revolução através de redes como face, entre outras plataformas, pode-se dizer que aquela que armazena vídeos como you... Também dirá não a qualquer coisa que saia do geoplano entre quem realmente manda.

Esse modo de estar no retorno pode ser visto como ‘eterno’ que noutro plano venha nos creditar de fé para que perdure o todo e sempre. De fato, a representação social que envolve o consciente coletivo está muito além da verdade oculta dos contratos sociais que de certa forma julgamos justos que nos proteja de todo o mal. E Hobbes, ou Locke, até mesmo Rousseau não seriam suficientes para um papo que tratasse do século XXI e no meio da pandemia mais sem fim que já se teve registro antes. Sem alarme voltemos ao senhor que não acreditava no super-herói, homem dono do mercado rentista de agora.

O dinheiro é agora o que pede socorro na praga que assola sua crise, e os meios que não justificam nem mesmo sua falência, continuam ditando seu eterno retorno em nota de R$200,00 na terra do tupiniquim. O que mais tem ciclo neste eterno retorno é sua confissão de fim de mundo e de terra arrasada, de gente que não entendeu e de povo que mal sabe de onde nasceu tanta gente sem credo no fim.

A finitude que gera anseio e bolsas que temem seu estouro, mal se preocupa tal homem de negócios com o tal bem estar do povo, acreditam que seus investidores não podem deixar de crer na exploração da carne mais barata do mercado num país que fora promessa um dia de o senhor do futuro.   


Sentindo-se dono da ilusão primitiva que tornaram o homem cordial por aqui, a terra que Cabral avistou, sabia agora que era parecida com esse paraíso que Zweig quisera para além da quimera pintada pelos românticos do século passado que estiveram aqui.

Pelo dinheiro que de espécie real pede a benção para o dólar, alguns podem orar para que de real se faça dólar verde e com um eterno valor de retorno, mas como já expressado isso é um sonho irreal do que acontece agora. Dado o fato que o dinheiro deve findar no seu lastro como o conhecemos de sentido e valor, é bom perguntar “Last but not least”, os ‘commodities’ vão agregar valor ao eterno fim do futuro por aqui?

Sunday, May 3, 2020

Brasis com s ou z não importa, porque o país viu Curitiba virar a capital da pizza.


Brasis com s ou z não importa, porque o país viu Curitiba virar a capital da pizza.



Milton Lima 03/05/2020



Pis ou confins, antes alguém perguntaria: vai CPF na nota? Alguns desavisados ainda ousariam imaginar, 600 pratas nada mal para o país do muro baixo. E antes do sonho ridículo, não aquele que virou suco na fila do banco, mas outro conto daquele mesmo que era russo e falara de crime e castigo.



Vejam os Brasis, que Cismogênese hein, o sabor não se sabe se fora aproximadamente registrado pelo Salgado, mas sabe-se que o Queiroz não virou suco. O filme do fotógrafo que tomava cuidado (não suco) para não queimá-lo, imagina-se que era digital. E também por aqui é sabido que nem mesmo o fotógrafo poderia imaginar a divisão da imagem do russo virar pizza sem conto nenhum. Sem sal algum também disseram que o conto não pode pagar-se sozinho e por isso o auxílio viria do povo.



Povo ‘ora povo’ é preciso muita oração para a massa descobrir o verdadeiro sabor da pizza. Se não fosse o nosso juízo de valor, mal não faria se minha pergunta girasse em torno da fantasia: que democracia é está vinda de Brasília? Se mal não pegar esta lei, então oremos que o povo se livre do vírus, e que os Brasis recolha mais que impostos deste povo que nem conto tem.



Talvez se fosse antropólogo poderia dizê-los não creiam em mitos, mas por não sê-lo, sinto em informá-los que em Curitiba ou no interior o inventaram, e me parece que o mito já traiu o messias. Outro dia passando meus olhos pela TV disseram que o número de mortos continuava a subir, mas não falam nem de economia, nem do conto do povo sem pizza, e muito menos de Brasis sem luto.



E a nota não cai na conta do ministro da Fazenda que deve achar a corte de Brasília um castelo de corte, e que devo imaginar que só por isso pensara em liberar duzentos contos para o povo. Mas é claro também entrarem os parlamentares no meio da cena ainda que para divisão da pizza, eles que não são mitos, é bom lembrar, diriam que os 600 contos só alcançariam o povo se eles o liberassem. De conto em conto prometem que antes do apagar das luzes nos Brasis, como se não votassem a reforma da presidência, como se não quisessem cargos para evitar a queda não da economia ou dos mortos na pandemia, mas sim do governante, prometem e prometem um país melhor para o povo.

Saturday, April 18, 2020

Death in Brazil health gets mirror inside COVID-19.

By Milton Lima 18-04-2020
I’ve views mere things last days, and ensure to my mind such silent is frightened and not by stay home but yes at regard ensure hasn’t nothing after – if not revisited these dead.



Well to we arrive in this lockdown around worldwide was need a pandemic, who when tell of silent by behind sense than the death had as human compassion doesn’t more same.





But we will see that while words are things and the same not are deemed words we’ve on the occasion an atmosphere which this silent not complete the sense of word death.



For me does can available how and why such silent was appropriate of word I duty back to Latin, there choose the word that goes bring my thought, is word call them emolimentum to own difficulty.



Now is world running to avoid my neurosis and madness into faith in world unknown?



So there is the death of system we have world known - see Alexander Dugin and well too Pepe Escobar.

Health or Death a question to silent of Brazil


When so president Michel Temer (MDB) in year 2017th he gave this signature to go Constitutional Emend 95 (EC) which congeal spending with Health, him were in truth  narrowing basic recourse to more poor. 



Second the economist Carlos Ocke, spending with health in Brazil is reducing well too. The peoples already are oldest and worst scenery is when the system seems deeply most poor.

To according with the Francisco Funcia search of health and economy since approbation their (EC) 95, those spending that were 15% of receipt government fall to 13%. 




COVID-19 Death and Brazil a dream hidden future
Likewise that congress Brazilian approved R$ 3, 6 trillion in December of 2019, these spending not are 15% with health and while there is time to stay home, less will told of understood of death of health amazing to poor. While in year 2014, each people coasted R$ 595,00 in year 2020 such cost R$ 555,00. 
Second the site of congress country rate result red counts and a deficit finance R$ 124,1 billion.
So the Health System Unique (SUS) sees own collapse when president of republic and his minister farm will approve PEC 186/2019, as PEC 187/2019, together goes back a cliquey political class – or elite.
I believe that the graphic demonstrative do site UOL bring all death in Brazil until here.

And by end the question who wins with it, health or death? Who live the virus or tough man?


Monday, February 24, 2020

O Brasil, a Itália, e a verdade conveniente do COVID-19


A felicidade é uma arma Geopolítica

Ao som de Belchiorsaia do meu caminho”. Por Milton Lima. 02-24-2020.

Por aqui nas bandas não tão largas do Brasil, pouco se lê na mídia ou meios de comunicação sobre a greve na Petrobrás. Eu faço do caso uma novela tanto irônica diria, enquanto presumo o porquê do não lugar da opinião pública sobre o ocorrido; e como sendo de práxis por aqui se contar o final feliz depois que se apagam as luzes, me parece ser a tônica desta questão nacional. Nada tão cômico que o trágico não faça-nos aguardar até o fim. De volta a felicidade, retomemos a canção ‘saia do meu caminho’, do saudoso Belchior (1946- 2017) – nos dissera para não esquecê-lo, pois ele “preferiria andar sozinho e decidir a própria vida”. 

O compositor e cantor de música popular brasileira até parece que compôs para o nosso tempo presente. Recobrar a memória é lembrar Belchior e sua canção, que infelizmente não é apenas ‘Alucinação’. Mas atravessa-nos no tempo à medida que nos ofertara seu ‘Coração Selvagem’[1]. Pois, ele dissera na ocasião, não estar interessado em nenhuma teoria.

Talvez seu delírio o fizesse poeta são que longe da realidade estaria livre das coisas reais. Senão poeta do nosso tempo ao menos não esquecera de avisar-nos do que viria com o mundo novo, ah, elas, a solidão e o medo (se quiserem palavras presas). No tempo do homem que não viu a lua por não se vê na terra (seria tela?) plana, fora o cantor cirurgião quando nos apontou ‘em nenhuma fantasia’ estar interessado? Por se interessar em ‘amar e mudar as coisas’? Ou por sua pressa de viver que o velou tão jovem?  

A felicidade é uma arma? Sim caro Belchior, ela é uma arma ‘Geopolítica’. Quando a chamada não sem propósito se volta à vida feliz, quer-se chamar mais que sua atenção cara (o) leitor (a). O que é a tal felicidade? Mas como conectar a questão ‘saia do meu caminho’ a esta felicidade? Vejam as imagens que contextualiza nosso texto e tirem suas conclusões. Será que mostra-nos a felicidade? Então para respondê-la: leio os jornais.

Nos jornais do Brasil nada se lê da greve da Petrobrás que tampouco é discutida pela imprensa, à venda das refinarias de petróleo no país.

Isto se concretizado deve aumentar o desemprego e dificilmente encontraremos com quem esteja disposto a falar de felicidade. Portanto, o tema e a música popular brasileira se bifurcam em busca de uma saída onde vira muito bem Belchior que sua e nossa ‘alucinação é suportar o dia-a-dia’.

Paralelo a tal arma que consiste a política no país (não esquecendo que estamos em ano eleitoral no Brasil) nos é apresentado o vírus e a felicidade de viver longe dele; conquanto neste momento as deixemos de lado (por enquanto) e voltemos nosso olhar para Europa – que se estende para Eurásia e resvala na América Latina. Nas imagens acima vimos uma mulher (fonte La Republica) de máscara no rosto. E na segunda imagem – ambas na Itália – (fonte El Pais) uma reunião com o primeiro ministro do parlamento italiano, Giuseppe Conte, para tratar do alerta, em que se tem registro, até o momento de centenas de contaminados (veremos alguns números doravante), no país. Segundo as reportagens o COVID-19 fez duas vítimas fatais (23/02/2020).  

A imagem a seguir é do jornal New York Times[2]. Conforme lida a palavra que me parece ser indigesta na política do Brasil se transforma em quase tudo, menos não à toa, na esquecida palavra ‘crise’. No entanto, ela se esconde noutra palavra mágica, esta faz surgir à felicidade, alguém sabe qual é a mágica? Qual senão a economia... 


E por isso voltemos à China, USA, e a guerra comercial que se estende por uma verdade não muito conveniente. Tal verdade se torna indelicada quando fadada à pobreza, a fome, e a calamidade da saúde pública. A economia e o sistema financeiro mundial continuam independentes ou dependentes da crise? ‘Tudo de novo’ diria outra vez Belchior, e diria em tempo que ‘era estudante da vida’...

E sem esquecê-lo:

Belchior e o Pequeno mapa do tempo – trecho.

Eu tenho medo de abrir a porta... E se lá encontrar? (...) o fantasma escondido no porão... Medo, medo, medo, medo, medo... E se não encontrar-me no tempo?

Eu tenho medo e já aconteceu... Morre o meu medo e isto não é segredo...




Quando no final de dezembro de 2019, o mundo se preparava para uma nova década, se viu com espanto a nota emitida na cidade de Wuhan na China, que comunicava o mundo tal alerta de perigo - 2019-n Cov. Após o anúncio se viu em diversos ambientes o medo, o extremo valor e principalmente o controle. E a OMS controlada pela ONU era responsável por coordenar todos os trabalhos sobre o tratamento do vírus[3].  Segundo Daniel Bernabé (05/02/2020) pouco tem se falado da infra-estrutura em que a China foi capaz de construir (exemplo um hospital em 10 dias) depois do alarme de urgência, mas pelo contrário muito se fala do isolamento anglo-americano para lidar com o vírus. Não nos esquecemos que lá (USA) se paga para receber o atendimento no hospital, e se eles estão preparados para enfrentá-lo, é uma coisa, o que basta saber é se os mais pobres vão poder pagar. A crítica sob um espelho humano é conduzida por Bernabé que vê os dados da população em estimativa de vida em escala crescente, onde 72 anos é a média global. Enquanto o primeiro país do ranking, a Espanha, já alcançara os 83 anos nesta escala. Esta expectativa de vida traz conjunto a si outro louvor de alcance à felicidade de se poder viver mais? Ou a pergunta sobre não imaginar o fim do capitalismo é substituída pela imaginação da vida humana? Exemplo, nas ficções ultimamente não tem nos faltado, basta lembrarmos do filme de Steven Soderburgh, Contágio (2011). Por último Bernabé indaga se não seria um risco deixar os imigrantes sem cobertura sanitária? Os que não param de chegar à Europa. 

Sabe-se neste momento que a Itália é o primeiro país europeu com maior contágio do COVID-19. 

Na continuidade das leituras dos jornais, La Republica (02/23/2020), destacou que Roma assinou um decreto para proibir a mobilidade humana nas zonas afetadas. Segundo a reportagem de Michele Bocci e Matteo Pucciarelli, diversos municípios e províncias registraram casos. Piemonte, Lombardia, Padova, Codogno, Milano, Veneto, e Lazio.

O jornal espanhol El Pais (ditto), chamou atenção para o epicentro do contágio COVID-19, na região mais bem sucedida financeiramente da Itália – Lombardia.  

Por sua vez o New York Times (ditto) é o jornal que estende a preocupação. Apontou casos em outros países de mortes pelo COVID-19; Estes passando pela Coréia do Sul e Japão. E enfatizando os números de alarme, 763 casos foram registrados em seis dias na Coréia do Sul. E por fim destacando na costa da Líbia havia um navio que foi recusado com centenas de imigrantes.

As luzes estão se apagando devagar. No Brasil não se tem muita notícia da greve dos petroleiros. Enquanto isso na China Xi Jinping anunciou (02/23/2020) em comunicado seu agradecimento a Bill and Melinda Gates Fundation pela ajuda de R$100 milhões para o combate do COVID-19. E trouxe na sua fala que o mundo deveria se unir em cooperação para enfrentar a epidemia. 

E se buscamos Belchior, um cantor de música popular brasileira para esta análise, não o fizemos à toa, mas com o devido compromisso de pensar numa reflexão política em pleno carnaval por essas bandas trópicas. E saia do meu caminho, não é nenhum bloquinho de folia, muito menos é tão somente um calor súbito de mais um jovem latino americano, e sim desvelar o fantasma que mora no porão. 

A pobreza tem se intensificado, e o espetáculo que o mundo não vê, se chama guerra híbrida. A nova rota da seda está em pauta, e esta guerra que envolve o COVID-19 é por tecnologia e poder. Portanto, esta guerra não vai terminar com o fim dos créditos que hão de subir no apagar das luzes. 

Enquanto a economia dirige a felicidade nestas bandas; na Itália 50 mil pessoas se encontram em quarentena. 

Se por acaso ela, sim, a felicidade, resolver se esconder e sair do meu caminho, que não venha à economia dizer-me que a culpa foi minha. E também se por acaso apenas os pobres não mais ler os jornais, saberei que o medo emprestou-me com juros toda a sorte de estar no Brasil - o país do coração selvagem. Que as palavras presas se tornem palavras, de Kafka, Tolstoi, Shakespeare, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Dostoievski, Clarice Lispector, Nietzsche, Freud, André Gide, Hannah Arendt, Toni Morrison, Joyce, Homero, Dante, Maquiavel, Darcy Ribeiro, Milton Santos, Fanon, Achille Mbembe, e Raquel de Queiroz. A lista continua, mas prefiro deixá-la com a interpretação de Noel Rosa com seu “último desejo”.



[1] Ver Belchior em <https://www.youtube.com/watch?v=dGzXuHr9uf0>
[2] Ver o link.
[3] Veja reportagem completa sobre o tema em: <https://actualidad.rt.com/opinion/daniel-bernabe/342164-coronavirus-sociedades-frente-espejo > Acesso 23 fev. 2020

Saturday, November 23, 2019

El compromiso con la verdad: universidad pública no planta marihuana



 
Firmado por Milton Lima

Hoy yo no abandono el bien común latino ¿con una exigencia política es posible ser parcial en el tiempo sin duida de los nuestro desigualdad?


¿Bien lucha quien marchaba en el Chile o quien no ha razón sob verdad tal proceso golpista en el pueblo latino y pierde y pierde; y quien defiende quien pierdeo un ojo?



Y ahora el lector tambien es herido o ese simbolico no pasa de la relación con el sistema? Sesgo de los medios en el democracia es su neutralidad pasible en un dominio absoluto? Así es en el Brasil nuestro mi pueblo han sido dirigido con un medio de la comunicación cuj clave siempre foi su unica verdad - Esto se confirma en toda América Latina leia aqui.



Cuando el ministro de educación de Brasil dice que la marihuana se cultiva en la universidad pública federal, ¿pasa algo malo? Es absurdo que Brasil haya oleado esta acusación y es inaceptable que un ministro diga esto y esté a salvo.
En Bolivia también hay un golpe en el curso (ver o artículo Javier Buenrostro)   y "Las movilizaciones populares no se hicieron esperar sobre todo en las regiones que son bastiones del Movimiento al Socialismo (MAS), como la región de Cochabamba (incluido el Chapare cocalero), Oruro, La Paz y El Alto, esa ciudad indígena y rebelde a las afueras de La Paz".




Y todo está documentado como señalar el economista Alfredo Serrano ¿Quiénes son los responsables del golpe en Bolivia? "Por el carácter multidimensional del proceso golpista, nunca podríamos afirmar que existe un único responsable. Siempre hay muchos actores que participan en esta tarea, desde quién acaba asumiendo la Presidencia pos golpe hasta aquel que inicia una campaña de desgaste con una fake news". Leia aqui

En la Colombia la frase "no quiero ser un falso positivo" caminaba aún con nostros Latinos? Leia aqui Y también en el Clarín


Como también se puede leer en el periódico argentino, el actual líder del país lanzó un nuevo partido que se autodenomina alianza para Brasil. 

Es importante tener en cuenta que, desde un punto de vista macropolítico, Brasil ya no es un país soberano para hacer frente a la crisis financiera que enfrentaron los países en 2008. Engañar a muchos países con el progreso actual se une a decepciones, precariamente, reforma de pensiones y reforma laboral.

Al comienzo de la fiesta, el presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, eligió el número 38 como arma, pero esto puede ser simbólicamente más significativo, ya que los negros son, por primera vez en la historia de Brasil, especialmente en la universidad pública, una mayoría absoluta. Un día después de la celebración de la conciencia negra en Brasil, este gobierno afirma que su alianza es para el pueblo.

En el país que fue el último en abolir la esclavitud, el país que mata a la gente negra más joven, el país conocido en todo el mundo por ser cordial, es muy violento, y de eso trata este artículo.

Cuando un ministro de Educación dice que su institución de educación superior, que excede el número de agencias en este espacio, y ahora es mayormente negra, también es muy violento al criminalizar una universidad pública al afirmar que hay una plantación de cannabis. 

Pero lo peor de todo es el silencio de los medios brasileños. Poco se dice de la esclavitud. Poco se hace para cambiar esta historia de acusaciones, barbarie, guerra, a una clase y una porción de colonizados, y lo peor de todo, todavía usan el nombre de Dios. Y proponen tributo al dictador Pinochet, y también buscan borrar historia sanguinaria de la dictadura. Lo que dijeron fue que la democracia se ha convertido cada vez más en Brasil, un estado totalitario. El poder es ahora luchar contra quien está pensando, y cuestionando los, la reducción de la investigación en la universidad es brutal, el derecho al libre pensamiento es un derecho inalienable, y no nos callemos, luchemos juntos contra el mentira que se camubla de la verdad.







Support this work

Support this work

Overall

access number

Free counters!