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Friday, August 1, 2025

A era de Trump não é zebra

 By Milton Lima

01-08-2025


Ouça o artigo.



Um giro pelo mundo nesse primeiro de agosto, antes de tudo, revelará que as notícias ainda que novas pareçam escalar as projeções e prognósticos que temos feito para quem acompanha esse espaço de reflexão, não tem tanta surpresa, salvo algumas exceções que começamos a discutir de antemão.

Vejam que o pouco que se fala na mídia hegemônica do ocorrido em Gaza na Palestina, por Israel e no âmbito de terror, quando vem a mídia se expressar, quase nunca o termo usado é o genocídio. Em alguns portais e jornais independentes usa-se a palavra correta, genocídio, para tratar o acontecimento. Portanto, ao findar o mês de julho e iniciar o mês de agosto, a novidade é por parte de alguns países europeus, como no caso da França e mais recente outro país da América do Norte, o Canadá, terem optado por reconhecer o Estado da Palestina como um país independente (que o farão oficialmente em setembro) e que essa seria a solução para o conflito no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos por sua vez usou suas redes sociais para comentar que, caso o Canadá faça o que declarou seu representante de governo, ele sofrerá sanções econômicas e mudanças nas relações comerciais.

BRASIL/ÍNDIA/IRÃ

Os jornais pelo mundo tratam das tarifas que os Estados Unidos lançaram contra o Brasil. A justificativa para a taxação se coloca no campo político e os argumentos utilizados remetem para defesa dos direitos humanos. Isso porque dizem que o presidente Jair Bolsonaro está sendo perseguido pela corte da Justiça brasileira, no caso por um juiz, Alexandre de Moraes. Esse é um argumento que os jornais noticiam o porque o país está sofrendo esse duro ataque em relação ao comércio com os norte-americanos. O que pouco se fala ou se lê por esses grandes jornais, é que se trata de um ataque aos BRICs e que o Brasil se tornou um país não grato desde a cúpula realizada no Rio de Janeiro - nos últimos dois meses, junho e julho. As notícias que relatam as palavras de Trump como vistas abaixo, mostram suas movimentações políticas, e um padrão pode ser identificado, quando ele fala da Rússia e da Índia, revelando que os países do BRICs realmente serão alvos de uma retórica agressiva por discursos do presidente. O conflito com o Irã passa por esse viés quando a Rússia poderia enviar aos iranianos armamentos sofisticados.

IMIGRAÇÃO

Fonte: Le Monde 01/08/2025

A notícia do jornal francês Le Monde nesse primeiro de agosto revela uma dura realidade para os milhares de presos nos centros de detenção dos Estados Unidos. Trata-se de pessoas que são consideradas perigosas ao Estado e para segurança pública. A denúncia parte de uma organização não governamental (ONG) e retrata que as condições por parte dos presos são precárias nesses lugares de detenção. Segundo a reportagem e dados fornecidos pela instituição dos 181 centros de detenção, 85 estão com números acima da sua capacidade. Outro dado revelado, é que 70% dos presos não têm qualquer antecedente criminal.

O nome de “Alligator Alcatraz” foi batizado para um lugar improvisado para receber esses imigrantes, de acordo com a reportagem, esse lugar a 70 km de Miami mantém milhares de detentos, num lugar que antes era reservado para jacarés. A política de expulsão de Donald Trump prevê até o final do ano de 2025, a estimativa de 100 mil presos. A ONG chama atenção que no mês de setembro 72 mil hondurenhos e 4 mil nicaraguenses que desde 1999 tinham proteção temporária deixaram de ter esse beneficio que se estende a 348 mil venezuelanos e 521 mil haitianos (Le Monde, 2025).

AS REGRAS DO JOGO DE TRUMP PARA O COMÉRCIO

Fonte: El Pais, 01/08/2025.


O mapa acima exemplifica as novas regras do jogo impostas por Trump. A taxa comercial cobrada aos países que negociam com os Estados Unidos passou a ser cobrada nesse primeiro dia de agosto de 2025.

De acordo com a reportagem de Iker Seisdedos para o El Pais, a partir desta data o mundo respira uma nova era. A era das taxas comerciais nunca vistas antes propostas pelo presidente norte-americano. A chamada guerra comercial teve em seus primeiros momentos um inimigo declarado asiático, trata-se do embate com a China, mas esse inimigo econômico e que disputa a hegemonia da tecnologia com os Estados Unidos, foi deixado de lado por uma visão do mundo globalizado. A guerra comercial passou a marcar nos noticiários a temperatura do comércio mundial com as novas regras impostas por Donald Trump.






A lista de países (34 sócios comerciais) que são sujeitos às taxas a partir de agosto se concentra em dezenas de países incluindo: Reino Unido, Vietnam, Japão, Filipinas, Coréia do Sul e Paquistão. Essa lista é completada com 27 membros da União Européia (El Pais, 2025).

Entre os países citados pela matéria, China e México continuam em negociação com os norte-americanos. O Brasil é o país que recebe a maior taxação, 50% para a nova regra de Trump.

A nova era amaldiçoada para América Latina

Die neue Fluchbewegung aus Lateinamerika a tradução livre para a matéria publicada pelo jornal alemão Die Welt (O Mundo) remete a questão migratória e aponta para uma fuga dos latino-americanos para Europa, uma vez que as fronteiras com os USA foram fechadas.

Die USA haben ihre Südgrenze abgeriegelt. Doch Unfreiheit und Armut der Linksdiktaturen treibt weiter Millionen Menschen in die Flucht - nun Richtung Europa Nas palavras novamente em tradução livre, a reportagem remonta que tanto a pobreza quanto as ditaduras provocadas pelas esquerdas são responsáveis por levarem milhões de pessoas a fugirem destes países. A reportagem lança mão do gráfico abaixo.

Fonte: Die Welt 01/08/2025

Ao citar nomeadamente Cuba, Venezuela e Nicarágua, o material publicado pelo jornal alemão credita o fator da imigração em massa para os países vizinhos da América Latina, quando não aos Estados Unidos, pela busca clara de fugir do socialismo destes países.

O que a reportagem traça em sua linha de raciocínio é que a política migratória que Donald Trump adotou por fechar as fronteiras dos Estados Unidos para esses imigrantes, não fez que tais pessoas desistissem do sonho de buscar uma vida melhor longe daquelas ditaduras onde eram conduzidos por uma violência estatal e que a democracia com eleições livres seria impensável. Corrupção e hiperinflação são temas ligados aos governos socialistas e a demonização da esquerda fica evidente pela matéria.

Por último a matéria considera o governo de Gustavo Petro na Colômbia forçar a mudança dos imigrantes. Dados como uma grande quantidade de colombianos mudando para a Espanha (aproximadamente 107 mil pessoas) remete a preocupação da matéria com respeito aos imigrantes fugindo de governos de esquerda na América Latina. Até o governo de esquerda assumir o poder da Colômbia, o seu povo vivia com esperança, essa é a opinião do artigo.

Considerações finais

Realmente o mês de agosto mostra uma tendência que já havia considerado no final do ano passado, antes mesmo do início do novo governo de Trump. A extrema-direita ganha cada vez mais força nos meios internacionais, a submissão do parlamento europeu e nítida tendência a ir para guerra contra a Rússia, não só ficam claras com o aceite as negociações de compras de armamentos dos Estados Unidos como do pagamento de cerca de 300% a mais por energia, quebra principalmente a economia da Alemanha que era o motor industrial da Europa. A guerra na Ucrânia e o boicote ao Nord Stream 2 (Gasoduto que fornecia aproximadamente 110 bilhões de metros cúbicos por anopara Alemanha), aceleraram a guerra híbrida na Alemanha, e os interesses do jogo político parece ser a manutenção da vassalagem por parte dos políticos europeus aos interesses norte-americanos.

Quando o tema se trata dos BRICs, a questão ganha outra dimensão. O tema envolve articulação política e desenvolvimento estratégico para movimentação de milhões de empregos em países cuja dimensão socioeconômica não é discutida, por exemplo, na África. O Brasil como se tem notado com a taxação é governado por um governo de esquerda. Lula ao visitar Cristina na Argentina não imaginava que sua declaração à condição enfrentada pela política à perseguição política, e sua prisão ser algo planejado para tirá-la do jogo, não contava com a resposta vinda de Trump. Trump na oportunidade que teve de lançar uma ofensiva contra o governo do petista no Brasil, usou quase da mesma lógica de Lula, e defendeu seu colega da extrema-direita brasileira, Jair Bolsonaro de ser vítima de perseguição política.

Esse primeiro de agosto começa movimentado e a tendência é se manter assim nos próximos 4 meses que restam para o ano de 2025 terminar. À primeira vista os fatos levam a crer que a estratégia de Trump em governar pela defesa dos seus interesses políticos, a priori tem surtido efeito e que esse jogo político internacional está apenas engrossando o caldo numa lógica hobbesiana. Por último, mas não menos importante, a surpresa da matéria publicada pelo jornal, O Mundo, na Alemanha demonstra que a guerra de narrativa ainda nos discursos políticos continua em alta, e considerando que grande parte da população consome apenas esses grandes meio de comunicação, pode-se concluir que a opinião formada por grande parte dos grandes jornais defende um interesse de classe evidente, ou seja, uma elite que defende a financeirização, que aposta na especulação, e que com o sistema de juros e taxas de seus grandes bancos, temem perder esse lugar. No entanto, a grande transformação está em curso queira eles aceitar ou não, a mudança tem nome e rota, e o partido comunista pouco atacado que lidera o desenvolvimento da China, tende a mostrar que o socialismo com características chinesa, merece ser muito mais estudado e divulgado para um debate no mínimo justo. Assim as leituras e discursos continuam produzindo fantasias sobre o comunismo e escondendo as mazelas dos fascismos em voga por todos os cantos do globo. Não existem inocentes que defendam o que acontece em Israel para o tratamento ao povo palestino. Os governos de extrema-direita estão no poder e suas políticas estão sendo escritas nos livros de história, pena que muitos jornalistas com o papel e poder de alcance de grandes massas, não ajudam a pensarmos esses governos e suas políticas contra um inimigo comum, ou seja, todos que são contrários as ideias destes governos, podem ser eliminados. A pergunta que fica como reflexão é: seria essa democracia com esses governos de extrema-direita a guardiã da liberdade? De qual ditadura esses senhores estão falando mesmo? Pensar continua sendo uma arma que jamais devemos abrir mão de buscar.

Wednesday, July 2, 2025

As notícias que eu li nos meses de maio e junho

 By Milton Lima

02-07-2025



As notícias que eu li nos últimos 45 dias, podem jogar luz ao novo modo de operar dos gigantes jogadores da geopolítica. Se eu dissesse há 45 dias atrás que o mundo poderia presenciar um conflito nuclear entre Índia e Paquistão, seria uma loucura. Pois, nos últimos dias de junho essas notícias realmente ficaram na pauta. Agora me coloca uma pulga atrás da orelha a forma de Trump buscar ser o senhor da paz.

Antes de retomar o conflito que desde 2023 atravessa as fronteiras entre Rússia e Ucrânia, cujo nome correto foi dado pelos russos de operação especial, e não de guerra, como por muito foi noticiado, é preciso contextualizar o cenário do tempo. Em disputa por uma MAGA, que significa em inglês, Faça a América Grande Novamente, a retórica de Trump foi lutar por uma guerra interna em seu país. O que culminou nos seus primeiros 60 dias de mandato a maior controvérsia da história ocidental, ele resolveria taxar seus parceiros comerciais, principalmente o Canadá e o México (com menos relevância para as exportações norte-americanas), mas com força total a seu maior inimigo econômico em disputa hegemônica, que é a China.

Como Trump buscaria a paz no Oriente Médio, se a guerra poderia ser interessante para os interesses de seu governo, essa era uma questão posta no que eu lia. Lembrando da Ucrânia, onde o presidente norte-americano vetou novas armas para o conflito, e já pensava em costurar um acordo em que os ucranianos deveriam pagar os custos do investimento dos Estados Unidos com recursos naturais raros. Não demorou muito, e no meio de tudo isso houve a briga entre os presidentes, da Ucrânia e dos Estados Unidos. Quem apareceu como uma possível conselheira europeia com a missão de aproximá-los (os presidentes), foi a líder do governo italiano, Meloni. Pouco tempo depois houve as negociações no palácio oval, e a decisão foi por congelar por meses a cobrança de taxas de importações do Canadá e México. Nesse tempo morreu o Papa Francisco. No velório estava Meloni novamente articulando um encontro entre os presidentes para tentar um acordo. O fim da Guerra na Ucrânia era a grande questão para Trump nos últimos 45 dias.

OS BRICs na História

Se eu dissesse há 45 dias atrás que a Rússia, que estava pronta para negociar na Turquia os termos para finalizar a guerra na Ucrânia, seria surpreendida com ataques de drones e seria notícia no mundo todo, jamais alguém acreditaria. Ou seja, a dinâmica muda. O que ficou claro para os russos e o que todos temiam era, quem deu a ordem? Os russos queriam entender se Trump havia autorizado ou sabia do planejamento deste ataque. No entanto, os russos chegaram a conclusão que Trump realmente não sabia. E a pergunta foi, se ele não deu a ordem, quem deu? Os especialistas em guerra, comentaram que apenas a inteligência britânica poderia ter auxiliado o ataque. Eles quebrariam a primeira parte do acordo de cavaleiros no tratado atômico, uma vez que usaram dados via satélite para o ataque.

A partir de uma narrativa de interesse na melhor estratégia, havia acontecido poucos dias antes a comemoração do grande dia da vitória russa contra o nazismo. Um desfile acontecia para mostrar o poder militar russo, e diversos líderes de países do mundo todo estavam presentes. Depois dos ataques as bases russas, ninguém sabia o que aconteceria e qual seria a resposta de Putin.

Então a notícia sobre a melhor estratégia não vem apenas do lado de Putin, mas também do lado que se sente ameaçado e usa exatamente a guerra na Ucrânia para alimentar tal ameaça, isto é, os líderes europeus. Alemanha e o parlamento europeu lutariam aí, é bom redimensionar o tempo, e indicar mais ou menos 7 meses, para aprovarem um novo orçamento de defesa, e a justificativa era o perigo da Rússia. O mundo bélico e a ameaça de guerra tomava conta das notícias em grandes jornais. As notícias indicavam que o investimento em armas deveria ser prioridade para a Europa. E o planejamento foi intensificado nos últimos 45 dias, de acordo com minha leitura pelos jornais ao redor do mundo.

O Irã entra na história com a mesma lógica com a qual caiu o regime da Síria. O ator novamente era Israel, e para entender esse conflito, no mínimo é preciso querer ler a história do islamismo e não apenas acreditar no que é contado pelo mainstream. Tem pipocado notícias que o Irã está perto de construir sua bomba atômica, sendo capaz de ter o enriquecimento de 60% do urânio. A história desta narrativa também é muito peculiar e traz outras dimensões, o fato é que, o Irã surpreendeu Israel, após o ataque a suas três usinas termonucleares pelos Estados Unidos há cerca de 10 dias. Ainda segue fresco nas notícias os B2 que foram usados e o seu verdadeiro estrago nas instalações iranianas. Porém, o que ficou claro nesse tempo, entre os jogadores, foi a tentativa de dominar e levar a queda do regime no poder do Irã; no momento a estratégia do ataque pelo ocidente não foi bem sucedida.

Os BRICs, Brasil, Rússia, Índia e China (e diversos outros parceiros), buscam uma nova configuração (leia esse artigo também) e a tentativa de desestabilizar o Irã faz parte de enfraquecer os BRICs. Isso pouco se comenta nos grandes jornais.

Considerações e o mês de julho

Aconteceu nos últimos dias de junho um encontro no qual Trump foi o destaque na OTAN. Nos países baixos o presidente norte-americano foi descrito por grandes jornais com a frase: “o papai Trump”. Não me deslumbra o fato de não ter o bem-vindo desde o início da frase, e isso traria outras questões com o império que agora, não é possível descrever. Porém, o circulo londrino e grande parte da elite conhecida por estado profundo não está muito feliz com o governo Trump. Pode ter sido uma pressão deste nível que o levou ao ataque as instalações do Irã. Ao que parece Trump, como empresário e bilionário enxerga tudo como um negócio, e ele joga o jogo tanto na retórica quanto na ação. O que deve acontecer nos próximos meses é uma forte guerra contra as notícias falsas, e quem pretende ditar o que é verdade todos os mais estudiosos sabem, os donos da verdade, descubram o porquê da desvalorização da educação, e então, obterão a resposta.  

 

Thursday, June 26, 2025

To whom it matters a civil war - CUI BONO

 By Milton Lima

26-06-25

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fonte: link

Cui bono a civil war? To whom it matters. Throughout history, religion has played a pivotal role in maintaining the balance of power. Power was aligned with the interests of the kingdom that controlled the money, whether through courts, lands or marriages. The legacy of this era is well known: families of bankers and business leaders still hold wield religious power today. Some of these groups have been accused of belonging to secret societies, such as the Freemasons, the Knights Templar and the Illuminati, in order to protect their interests.

If people were a religion, there would be millions of them and they would be divided into groups based on power. When we think of ancient Greece and its philosophers, such as Plato, Socrates and Aristotle, religion inevitably springs to mind. In the Athenian environment, politics was open only to citizens, with foreigners excluded. However, women played a significant societal role beyond politics. This links the local, rural world of ancient Greece to today's globalised world. Without Plato's concept of the 'Republic' or Aristotle's idea of the 'political animal', ancient moral judgement would not have been passed on to the modern world in the form of capitalism.

In mythology, Pandora is associated with Prometheus, who the latter was punished for giving humanity fire. While the meaning of Pandora opening the box is open to interpretation, the advent of capitalism and perpetual warfare has brought this issue into the playful and imaginative realm of XXI (st)-century religion. Is it crazy to attribute religion to technology itself? Who holds the power?

While reading a Brazilian magazine, I came across an article by Beluzzo claiming that Trump was trying to re-establish an elite order by appointing billionaires to his government. The capitalism that the Western world has experienced since the rise of the Asian tigers seems to have evolved. Brzezinski commented on the technocratic world that the Americans would have to manage, predicting that the Internet would drive this new world order. However, he feared a rapprochement between Russia and China. The world has indeed gone in the direction he predicted: the Internet has become the defining phenomenon of the 21st century and those in power now have more control than ever.

Pandora's Box's current focus is Iran, Palestine and the wider Middle East region. Previously, the focus was on Ukraine, and there has also been tension between Pakistan and India. At the beginning of May, I mentioned that Germany and other European countries were considering investing in defence. Initially, I only commented on the Scandinavian countries, but the discussion has now spread across Europe. They want to find an enemy, and Russia is it. It's strange that Trump is fighting with everyone and that the Europeans are distancing themselves from China and Russia. Sooner or later, a war in which the Americans confront China over Taiwan is likely to occur. Meanwhile, everything indicates that North Korea is likely to enter the conflict as events unfold in Asia.

The religion that empowers humanity already has followers who behave like superheroes. While it is difficult to predict how far the deep state will go with the Malthusian plan, one thing is clear: religion must inspire forgiveness for the actions of those in power.  Only time will tell what will happen next.

Saturday, June 21, 2025

The chessboard for the BRICS in Iran

 By Milton Lima

21-06-2025

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FIRST and foremost, we must understand what is happening. This will only be possible if we move beyond the 'win-win' and 'lose-lose' concepts. I previously published a series of articles on the theme of war. You can access them in the following order: German Fear ofWar; Everything You Need to Know About War and Lebanon, Palestine, Israel in2025 (Part 5 of 5).

I read and respect Consortium News, an independent journal. This is why links are so important for people looking for geopolitical information. The world is now asking who won or lost the war. As the e-book explains, the conflict in the Middle East is about Israel defending its 'deep state', with Iran being the only other target. See more here.

A great deal is at stake, which is why I believe there is a connection between all wars, whether in the Middle East, where the focus is on overthrowing the Iranian government, or in Syria. It's similar to the situation in Ukraine, where NATO is establishing bases closer to the Russian border. Putin wouldn't admit it — not least because an agreement had been made that this wouldn't happen — but unfortunately that's how the world works. People often lose sight of the main objective of each operation, and a new narrative emerges the next day.

It's important not to lose sight of the fact that Trump gave Iran 60 days to prove that they did not possess nuclear weapons. The day after the deadline expired, Israel attacked Iran. Another important yet little-discussed aspect of this war is its direct impact on the BRICS. This is because Iran plays a pivotal role in the Silk Road project, a collaborative initiative involving Brazil, China, Russia, India and other partners.

Returning to the question of compliance with international agreements, concerns about whether Iran possesses nuclear weapons overlook the fact that Israel has not declared its position on the matter. While Iran has signed an agreement stating that it does not possess nuclear weapons; Israel, however, has not signed any such document. This leads us to believe that doubts about Iran persist. Last but not least, what support will China and Russia provide to their trading partner, Iran? Might Iran's government fall like Syria's did? If so, would that spell the end for the Silk Road? Only time will tell.

Thursday, April 24, 2025

O medo da grande transformação

 By Milton Lima

24-04-2025

Respeitável público, ou seria senhoras e senhores, um grande espetáculo vai começar. No roteiro de um filme ou numa telenovela o enredo poderia se desenrolar pela geopolítica, mas ficaria a pergunta: a quem isto realmente interessa? Pronto! Ah, incrível, seguido de bravo! Bravo! Interjeição, suspense, drama, ação, e quase no fim do túnel, à política. Se de cara o público é convidado a interagir com o espetáculo, mesmo que o enredo seja próximo ao carnaval, onde a fantasia e a realidade se misturam e consigo uma da outra tiram a vida da vida, ainda assim, é presente e no presente o carnaval já passou. Páscoa, tiradentes, feriado prolongado, o público brasileiro lida com a inflação, com o bolso pegando no pesado para suportar as altas dos preços, e volta a todo o interesse, eis que surge os jornais, as línguas, os intelectuais, as fontes, e um mix de leituras para passar o tempo. Vamos!

Se fosse um filme de terror aposto que começaria dizendo que a guerra era mera ficção; mas como não passa de um texto cheio de nuances de palavras ao vento, engana-se quem dele serve-se apenas para passar o tempo.

O caráter talvez cômico esconda o presságio trágico que vivemos no presente. Ao Papa Francisco ainda rende páginas e mais páginas, de jornais pelo mundo afora. Longe de construir uma linha do tempo para despir as notícias que não vieram do céu e nem prometem milagres, cá estamos, eu leitor e você leitor, ambos lemos o que queremos entender. A tarefa deste roteiro é muito distante de agradar todo mundo, aliás, se for para agradar é mais fácil ir direto para a inteligência artificial, né!? Permita-me divergir um tanto dos textos que costumo escrever aqui, mas esse pode e deve ser diferente! Solto e responsável com a ética da notícia, passei os olhos nos russos, e os trago com grande atualidade, nos britânicos e os deixo com guerra e paz. Alguém lembraria no entrelinhas que eles estão próximos ao Tolstoi? Eu disse que esse texto seria diferente! E não devo me alongar!

Ameaça da grande transformação

Polanyi é o nome que pode procurar para entender o que preza o econômico do que se vende de livre mercado. Não vamos adentrar nas escolas econômicas que remetem aos boys de Chicago; ou austríacos como Mises ou Hayek; muito menos ao velho barbudo que esteve após Gramsci no século XXI, ligado ao tal marxismo cultural. Veja que a China entra na história após toda revolução cultural, e que Cuba até hoje é sinônimo de comparação com a Venezuela próxima demais dos vermelhos. Não esqueça que esse texto é mera ilustração e que não pode ser levado até as últimas conseqüências, pois, de dramaturgia, passaríamos para matemática e a média entraria na filosofia, e mediocridade seria outro ponto fora da curva, complicou? Pois é, o buraco é muito mais em baixo! Literalmente muito mais.

O link com a língua inglesa está embebido por todo esse texto e haverá sinais que poderão seguir e tirar suas próprias conclusões. Caros leitores, quem tem medo e do que tem medo nesta história? Como ligamos o medo a uma ameaça, e como colocamos economia e guerra, na mesma linha na mesma frase que os protagonistas do novo mundo, queiram alguns ou não, China, Rússia e Estados Unidos, todos na cruz que a espada tende a retaliar.  

Com o cinema lembrado de David Lynch a primeira surpresa lida nos russos. O cinema que por tantas vezes ocuparam meus sentimentos após um filme, que tal a recordação dos segredos dos meus olhos? Ainda lembraria Francisco que acaba de se despedir, e a arte não para de nos fazer pensar, doa a quem doer, ela não para. Embora não citar em momento nenhum Israel, o texto que eu li dizia que Lynch, no filme cidade dos sonhos, tratava de genocídio, de bomba atômica e da hegemonia cultural. Por aí e bem por aí já daria espaço e pano pra manga. E o mais interessante vem com a ideia dada ao cineasta que de pintor e de estudioso das artes, forjou e encantou essa América do Norte. Nas palavras lidas por mim, lá dos russos, ela que seria uma expressão real. E causando estranheza a todos os virtuais, mas sim ele expressa, ele o texto, sim expressa que ela é real.

Dos russos eu passo para os britânicos. Faço o adendo, entretanto, que não entrarei no Financial Times (FT) a fundo, mas ele passará pelo fundo e à margem, e seguirei com a excelente reflexão do medo da grande transformação.

Dugin é conhecido por ser um teórico da filosofia e um pensador com reconhecimento internacional, até dizem alguns que é um consultor de Putin. Ele trata do risco que os três poderosos do mundo enfrentarão caso a crise econômica gerada pela guerra das tarifas persista. O filosofo lembra de Taiwan, do 5g e da criação de dois mundos paralelos. Dividindo os atores por aqueles que ficariam ao lado dos norte-americanos e os que seguiriam ao lado da China.

De fundo e à margem, o jornal FT de 23 de abril trouxe a informação que Putin pode finalizar a guerra com a Ucrânia.

Essa guerra da Ucrânia envolve uma cultura de um novo Chauvinismo, que obrigou a Rússia intervir e garantir o não separatismo.

Se no meio do enredo que tem um turbilhão de emoções, sanções e colapso econômico à vista, ainda sobra tempo e narrativa para uma ameaça existencial dos Estados Unidos, e esse seria o enredo longe do carnaval e longe do suspense trágico do fim de um Império tal como se conhecia e a quem diga que a grande transformação é a MAGA. Trump quer com isso evitar o colapso da economia de seu país, quer continuar imprimindo moeda, continuar aumentando a dívida pública, e como diretor do filme, escreve na sinopse que as indústrias voltarão ao país. A grande transformação que trata das rotas da seda, ele ignora, que aparece os BRIC’s, também enxerga como ameaça, e a China, é o grande problema que o seu filme quer explicar para todo os telespectadores não passa de uma ficção. Quem viver verá o desenrolar desta crise de entendimento do novo mundo que urge.

Thursday, December 26, 2024

Nas redes das cidades, de jornais e jornais

 

By Milton Lima, 26-12-2024

Internet

Se você escolhe a notícia, você busca suas fontes, para ao menos quebrar a cabeça da sua escolha. A busca nas redes das cidades, quando não passa por uma guerra, passa por outra, e quando em algum lugar ela está próxima, o que se lê e se escuta, é que os exercícios militares estão acontecendo. A guerra é de frentes e costas quentes. Nos jornais, o tema não é natalino ou coisa assim, e o clima ou a mudança passa por uma COP ou outra, mas o que se lê na maior parte do tempo, é sobre a guerra que envolve Israel e os muçulmanos. Ao passar nas ruas do mundo francês eis a notícia e vamos a ela: <<Cinquante ans de dictature! C’est fini!>>.

Das ruas que nos surge a ideia de figuras de linguagem, aparecem os lugares que estariam crentes de que era chegada à hora de comemorar <<la fin de la guerra>>.  Na margem acima de qualquer figura linguista encontram-se os que colhem as notícias por outras cidades, e a matéria diz que são de, Athênes, Berlin, Vienne. Nas ruas, diz a matéria, que havia êxtase, de mais de um milhão de sírios que vivem na Alemanha, com o resultado da queda do regime.

O mundo, que também engloba a capa e a mesma referência deste jornal francês (Le Monde), estava outra vez enviesado por uma notícia que dava conta de um final feliz com a queda de um ditador, que consta na narrativa, daria o fim para a guerra. De fato o mundo que se cria com fantasias de fim do mundo ou fim da guerra, no final escolhe o mesmo público, seja crente ou não na palavra de Deus, seja consciente ou não de tanta cosmologia do mundo, como dito, o público é o mesmo, vende-se a ideia de verdade por onde quer que ela passe, a tal verdade há de prevalecer, custe o que custar, até mesmo a ideia de que, é o fim de uma guerra.

Do jornal que nos trouxe a primeira questão, passamos ao próximo, e das cidades europeias passamos ao Oriente. Na China, o jornal em sua versão inglesa, ressalta o cuidado com os jovens e a internet. Ali a notícia que cobre a Austrália, diz que o mundo dos jovens está próximo a mudar, e já no ano de 2025 entra em vigor a lei que proíbe o uso de redes sociais a todos os jovens menores de 16 anos. A lei segundo o jornal já foi aprovada e tem o consentimento dos pais. Sem entender esse mundo que de um lado dita o fim do conflito na Síria após a queda do regime, e sem entender esse mundo que dita o fim dos jovens nas redes sociais ao menos até passar dos 16 anos, continuo entre as figuras de linguagem. Os jornais, que passei com os olhos, estão próximos das redes e a internet nos concebe o mundo de redes.

Saturday, February 26, 2022

A guerra na Ucrânia por trás do discurso hegemônico

Fonte: Die Welt


Milton Lima
Sociológo
02-26-2022


Jack Matlock: “O que precisa ser entendido é que a Rússia entende esses assuntos como problemas vitais de segurança nacional”.

No instante em que escrevo esse texto muita água tem rolado por de baixo da ponte. Antes de qualquer coisa o mundo inteiro está falando sobre a guerra na Ucrânia (alguém disse que é uma operação especial?), como também são muitas as opiniões contra a Rússia.

Sob o aspecto do discurso na mídia atual, os meios de comunicação têm fortes tendências por escolher um lado da história. Contudo, vale o questionamento: esse conflito entre Rússia e Ucrânia poderia ter sido evitado? A resposta é: sim. Mas tal pergunta não entra na pauta da grande mídia, e por isso, esse texto pode ajudar entender o que está em jogo nesta disputa de poder pela hegemonia.

Pretendo ser curto e grosso. Não se trata de defender a Rússia aqui. Trata-se de mostrar o porquê se desembocou esse conflito que vidas serão ceifadas e que ninguém da imprensa convencional trará um debate honesto do que está acontecendo. O que está em jogo é o controle da narrativa, e nesse sentido os Estados Unidos tem nadado de braçada no que tange a opinião pública. Afinal, se isso poderia ter sido evitado, então, por que não foi? É aqui que trago um mapa de hoje, de um jornal alemão, e alguns comentários também sobre o texto. 

Fonte: Die Welt



O texto traz a chamada “In einer ANDEREN WELT” Em outro mundo. E então destaca a fala da ministra de relações exteriores, Annalena Baernock (verdes), que está de preto, talvez querendo se despedir e dizer adeus. Assim começa ela, hoje despertamos em um mundo diferente. Isso aconteceu depois de meses de planejamento, de mentiras e propagandas, onde o Presidente Putin tomou sua decisão onde cumpriu com sua ameaça e invadiu à Ucrânia. A invasão russa traz o alerta para todas as nações da OTAN.

Vejamos que esse texto será lido pela população alemã neste final de semana. Claramente a posição condena a Rússia por ter invadido a Ucrânia. No entanto, essa narrativa já estava sendo implantada pela imprensa norte americana desde 3 de dezembro de 2021, quando o jornal Washington Post, publicou uma matéria dizendo sobre os planos russos de invasão. Aproximadamente um mês depois em 4 de fevereiro, o jornal New York Times, trouxe a chamada “Se Putin quiser guerra suas tropas estão prontas”. Veja a imagem abaixo:


Assim que tomamos contato com outra visão da história, esse debate pode ser mais interessante. Por exemplo, escutar o que o Presidente Putin disse assim que autorizou a operação. Assista ao vídeo abaixo: 


E como um exímio cientista social todo historiador deve preservar e indicar sua fonte, assim como todo cientista social deve trazer a discussão o que na análise de discurso chamamos de ideologia. Esse texto contém uma diversidade de links para que, cada um de nós, possa entender esse debate que é muito complexo. Recomendo a leitura completa deste link a qual deixo a citação e por fim outro texto do autor do mesmo autor. Cito o diplomata americano e professor da universidade de Duke, Jack Matlock em artigo na CNN Brasil:

Não se trata de dar à Rússia o direito de reclamar uma esfera de influência e sim de levar em consideração as possíveis consequências de insistir em incluir a Ucrânia na Otan e, em consequência, colocar a parceria militar na porta da Rússia.

Para o historiador e diplomata experiente, a Rússia argumenta que o discurso do respeito à soberania é usado apenas quando convém dadas as intervenções americanas em diferentes países. Basta falar do Iraque para não voltar demais na roda da história.

Mas ele diz que a Ucrânia só tem um caminho para se tornar um país unido e próspero: manter uma relação civil e relativamente próxima com a Rússia, dando a seus cidadãos de língua russa igualdade de direitos linguísticos e culturais. “Os amigos da Ucrânia na Europa e na América do Norte deveriam ajudá-la a entender isso ao invés de perseguir um caminho que pode muito bem se tornar uma rota suicida”.

O que penso de tudo isso? Vamos lá. Penso que todo país que se preze uma nação soberana deve defender seus interesses. Se vocês escutaram o presidente da Rússia, no vídeo acima, puderam perceber que houve diversas tentativas de acordo. Quando a Ucrânia através de seu governo é a favor da entrada do país na OTAN, isso oferece um perigo real à nação russa. Por isso insistiria a quem puder ler com atenção isso ninguém te contou sobre a Ucrânia. Mas tem algo econômico por trás disso tudo que explico e finalizo essa reflexão. 

Devido à parceria que Rússia e China firmaram no mês de fevereiro, tida por diversos analistas de geopolítica mundial, como o acordo do século XXI, isso envolvendo um projeto chamado, a nova rota da seda, que esse conflito se desenhava. Tanto os Estados Unidos (USA) quanto o Reino Unido (UK), através do sistema financeiro dominado pelos bancos mundiais dominavam o mundo. E todos que acompanham a política internacional têm conhecimento que a nova crise financeira está prestes a explodir desde 2018, o que se postergou com a crise da pandemia desde 2020. Isso posto, a iniciativa que enxerga um mundo multipolar que está sendo dirigida por China e Rússia, é algo que esse poder hegemônico não aceitou e nem aceitará sem uma guerra. A guerra começou com a tecnologia e se estendeu pelas sanções. Agora o que está em jogo é uma agenda. A escala desenhada pelos americanos está clara, o próximo alvo será a China, principalmente com uma aproximação dos americanos e ingleses com Taiwan. Dias sombrios para o cenário global. Por fim, gostaria de dizer que isso não termina aqui, espero que entendam que um império não dará seu bastão de graça e que as mortes por essa guerra têm assinatura, e bastam olhar o exemplo do Afeganistão.

 


Saturday, September 25, 2021

Periphery#Periferia *almost in midst of a bit 3/7

 *Non-crystalline mirror - almost in midst of a bit 3/7 

Previously, see part 1 here and part 2 here

By Milton Lima 25/09/2021

Where there is smoke, there is a contract. Where there is mirror, there is a state of truth. If we were to go back about eleven centuries, then there we would get to Ibn Khaldun's universal history. Why do I remember the periphery when I talk about history? I think that we ourselves gain less, depending on whether we listen to it or not. At this point, we then return to the City, to Religion, to the State. Although we may or may not be educated at school, this was a sine qua non condition in which, according to Arab historian to our solidarity, would be fruit, since as the social being was built to be good.

The condition hits the human being on the periphery, when his being is denied himself as human. Whenever we think of revolution, we remember civil rights. But see again and again that such a revolution in your mind as mine has been told and told by a story of progress and enlightenment. Is it a mirror that hides the truth from whom? 

I must return before I continue with the bomb and Hiroshima, to rebirth on art something perhaps unspoken that barbarism is part of the human face.

Of course, this is because each being has a view of what is or is not good for his life as for his world. Since, in fact, one must learn that culture is therefore not just another piece of our mirror. So that, back on the periphery, your mind reading this text can understand what is at stake when we talk about great technology, both you and I need to keep in mind what has actually happened in human history.

Therefore, I strongly recommend that you read Edward Said. He helps us to put it all together. Also, under such a view I also think here and recommend Octavio Paz, but I would have many authors, which at the end I could indicate in this article (part 7).

What do we see now in this century of things if not a matter that is back to itself, so that this same being now in a world system of economic oblivion will only find a completely broken mirror. But the biggest problem has not yet been computed.

We can already bring into the field of ideas what is essential in a war, that is, what truth means. Before Brzezinski, Feibleman in "Understanding Civilizations" will say:

"What strongly dominates a culture once human nature has brought it into existence is its solidarity. There is nothing in human life as important as the bond between people. This is the primary cause that dominates all changes and developments in a culture. It is consistent with the final cause, which Ibn Khaldun understood to be the production of the good. The end of society is the existence of good men".

Even if you don't want to, there, you should know about this story. When I get in this text to the Covid 19 outbreak, it will make sense to stick its pieces on this map, which at its center is the periphery of a world apart. Although it is not possible now, unless we can go back to the greatest genocide of the century, we have not yet said it like a mirror. Indians to this day are seen as savages. Of course, this story will not be told in the capitalism of progress. But here, in our periphery, it will be told, just preserved a little longer.

A lapse of memory would be to forget all of this. But should you and I stop to look at philosophy and mathematics or that is the proper method, such logic goes into a law of so-called natural sense, and we will be told about the spirit and the soul, while another bit will be forgotten by such a true story.

Everyone has the right to an education that tells the truth about history. It would be strange for the social contract, unlike the state, to see it totally naked, and the violence could be clear, of course I speak of true violence to control how to live while we die - what Agamben will call the State of Exception. But it may be that violence of size has not been clear when we look at technology, so what we need at the moment is the reflection of the periphery in the economy of hunger. The winners told the whole world their side of the story. They just told the bright side of the dream. So great technology is now responsible as such, asking and answering how we can be human or not. Next episode of Fight of Giants (part 4).

Per Milton Lima 25/09/2021

Specchio non cristallino *Quase in mezzo a un po' 3/7

Dove c'è fumo, c'è un contratto. Dove c'è specchio, c'è uno stato di verità. Se tornassimo indietro di circa undici secoli, arriveremmo alla storia universale di Ibn Khaldun. Perché ricordo la periferia quando parlo di storia? Penso che noi stessi ci guadagniamo meno, a seconda che l'ascoltiamo o meno. A questo punto, torniamo alla Città, alla Religione, allo Stato. Anche se possiamo o non possiamo essere educati a scuola, questa era una condizione sine qua non in cui, secondo lo storico arabo alla nostra solidarietà, sarebbe frutto, poiché come l'essere sociale è stato costruito per essere buono.



La condizione colpisce l'essere umano alla periferia, quando il suo essere si nega come umano. Ogni volta che pensiamo alla rivoluzione, ricordiamo i diritti civili. Ma vedi sempre di nuovo che tale rivoluzione nella tua mente come nella mia è stata raccontata e raccontata da una storia di progresso e di illuminazione. È uno specchio che nasconde la verità a chi? 

Devo tornare, prima di continuare con la bomba e Hiroshima, a far rinascere sull'arte qualcosa forse non detto che la barbarie fa parte del volto umano.

Naturalmente, questo perché ogni essere ha una visione di ciò che è o non è buono per la sua vita come per il suo mondo. Poiché, infatti, bisogna imparare che la cultura non è quindi solo un altro pezzo del nostro specchio. Affinché, tornando alla periferia, la tua mente che legge questo testo possa capire cosa c'è in gioco quando si parla di grande tecnologia, sia tu che io dobbiamo tenere a mente ciò che è realmente accaduto nella storia umana.

Farlo e mettere tutto insieme non è affatto facile. Pertanto, vi consiglio vivamente di leggere Edward Said. Lui ci aiuta a mettere tutto insieme. Inoltre, sotto tale punto di vista penso anche qui e consiglio Octavio Paz, ma avrei molti autori, che alla fine potrei indicare in questo articolo (parte 7).

Cosa vediamo ora in questo secolo di cose se non una materia che è tornata a se stessa, così che questo stesso essere ora in un sistema mondiale di oblio economico troverà solo uno specchio completamente rotto. Ma il problema più grande non è ancora stato calcolato. Possiamo già portare nel campo delle idee ciò che è essenziale in una guerra, cioè ciò che significa verità. Prima di Brzezinski, Feibleman in "Comprendere le civiltà" dirà: 

"Ciò che domina fortemente una cultura una volta che la natura umana l'ha portata all'esistenza è la sua solidarietà. Non c'è nulla nella vita umana di così importante come il legame tra le persone. Questa è la causa primaria che domina tutti i cambiamenti e gli sviluppi in una cultura. È coerente con la causa finale, che Ibn Khaldun capì essere la produzione del bene. Il fine della società è l'esistenza di uomini buoni".

Anche se non vuoi, lì, dovresti conoscere questa storia. Quando arriverò in questo testo all'epidemia di Covid 19, avrà senso attaccare i suoi pezzi su questa mappa, che al suo centro è la periferia di un mondo a parte. Anche se ora non è possibile, a meno che non possiamo tornare al più grande genocidio del secolo, non l'abbiamo ancora detto come uno specchio. Gli indiani fino ad oggi sono visti come selvaggi. Naturalmente, questa storia non sarà raccontata nel capitalismo del progresso. Ma qui, nella nostra periferia, sarà raccontato, solo conservato un po 'più a lungo. Un errore di memoria sarebbe dimenticare tutto questo. Ma se voi ed io ci fermiamo a guardare alla filosofia e alla matematica o questo è il metodo corretto, tale logica entra in una legge del cosiddetto senso naturale, e ci verrà detto dello spirito e dell'anima, mentre un altro pezzo sarà dimenticato da una storia così vera.

Tutti hanno diritto a un'educazione che dica la verità sulla storia. Sarebbe strano per il contratto sociale, a differenza dello stato, vederlo completamente nudo, e la violenza potrebbe essere chiara, ovviamente parlo di vera violenza per controllare come vivere mentre moriamo - quello che Agamben chiamerà lo Stato di Eccezione. Ma può darsi che la violenza delle dimensioni non sia stata chiara quando guardiamo alla tecnologia, quindi ciò di cui abbiamo bisogno al momento è il riflesso della periferia nell'economia della fame. I vincitori hanno raccontato al mondo intero il loro lato della storia. Hanno solo raccontato il lato positivo del sogno. Quindi la grande tecnologia è ora responsabile in quanto tale, chiedendo e rispondendo a come possiamo essere umani o meno. Prossimo episodio di Fight of Giants (parte 4).



Thursday, September 23, 2021

Periphery #Periferia *more a bit 2/7

Alliance *more a bit part 2

Previously, see part 1 here. 

By Milton Lima 23/09/2021


 

Near a major alliance, Australia, UK, USA, they thought of building a maritime protection line near China; for all that it seems, I believe there is in progress, a fissure in the midst of the geopolitical game, because this could bring many problems for some members of the EU. For example, Germany and France could be strategically very close to China and Russia. Sure, because we're talking about submarines with bombs. Germany would stay close to Russia to maintain its business, while France would have an opportunity to do business with China.

We can't forget that this is chess. We must not forget who is against the new silk road. When I started this text, I brought Edward Said because he was who instead of just looking at a single world as exactly the view of most people; instead he did the opposite and looked at the contradictory side of the world.

Now anyone live surround of doubt but I would like to back to periphery. When I'm paid exactly to see thy discourse in which this world is very better because now him has big tech I so can back to outbreak Covid 19.

 Why doesn't our humanity value life? I'd ask. But before I really need to go partly on the periphery I must go back to the first world. If you and I understand what this world has become since World War II with this bomb, so that we can enter the genocide of horror it would be necessary to return to testimony and indeed remember Primo Levi.

Now also between us, the giants of power of money are surviving interest and debts from the peripheries. This testimony is to stop the world and choose who may or may not have a bomb, or who may or may not have forests. Well, none of them went to read the book apocalypses, or rather, so at least I hope the seven stamps aren't easy to break.

When we get to Brzezinski this game will be very interesting. So I came back on September 11, 2021. With terror, outbreak and death all over the world, but with logic within the periphery, it is not once again just a body, it is not again the same war, but it is the same system that displaces localized things. The bomb continues... The big reset doesn't wait for birthday, we never forget, there's no free lunch.


*Alleanza 

Vicino a una grande alleanza, Australia, Regno Unito, Stati Uniti, hanno pensato di costruire una linea di protezione marittima vicino alla Cina; per tutto ciò che sembra, credo che ci sia in corso, una spaura nel mezzo del gioco geopolitico, perché questo potrebbe portare molti problemi per alcuni membri dell'UE. Ad esempio, Germania e Francia potrebbero essere strategicamente molto vicine a Cina e Russia. Certo, perché stiamo parlando di sottomarini con bombe. La Germania rimarrebbe vicina alla Russia per mantenere i suoi affari, mentre la Francia avrebbe l'opportunità di fare affari con la Cina.

Non possiamo dimenticare che si tratta di scacchi. Non dobbiamo dimenticare chi è contro la nuova via della seta. Quando ho iniziato questo testo, ho portato Edward Said perché era colui che invece di guardare un solo mondo come esattamente la visione della maggior parte delle persone, invece ha fatto il contrario e ha guardato il lato contraddittorio del mondo.

Ora chiunque vive circondato dal dubbio, ma io vorrei tornare alla periferia. Quando sono pagato esattamente per vedere il tuo discorso in cui questo mondo è molto meglio perché ora ha grande tecnologia posso così tornare al focolaio Covid 19.

Perché la nostra umanità non dà valore alla vita? Chiederei. Ma prima di avere davvero bisogno di andare in parte alla periferia devo tornare al primo mondo. Se voi e io capiamo cosa è diventato questo mondo dopo la seconda guerra mondiale con questa bomba, per poter entrare nel genocidio dell'orrore sarebbe necessario tornare alla testimonianza e anzi ricordare il Primo Levi. Tra di noi, giganti con un potere di denaro che sopravvivono interessi e debiti dalle periferie. Questa testimonianza è per fermare il mondo e scegliere, chi può avere o meno una bomba, o chi può avere o meno foreste. Beh, nessuno di loro è andato a leggere il libro apocalissi, o meglio, così almeno spero che i sette francobolli non siano facili da rompere.

Quando arriveremo a Brzezinski questo gioco sarà molto interessante. Così sono tornato l'11 settembre 2021. Con il terrore, lo scoppio e la morte in tutto il mondo, ma con una logica all'interno della periferia, non è di nuovo solo un corpo, non è di nuovo la stessa guerra, ma è lo stesso sistema che sposta le cose localizzate. La bomba continua... Il grande reset non aspetta il compleanno, non dimentichiamo mai, non c'è un pranzo gratis.




Tuesday, April 14, 2020

Quebrando o limite do silêncio COVID-19 e a crise financeira


O limite do silêncio: o Latim desmascarando palavras

Por: Milton Lima 14-04-2020

Escrever e escrever... O silêncio está ensurdecedor no ano de 2020, é como um daqueles que ninguém sabe pra que lado correr frente a tal acústica que o deixaria a mercê do silêncio. As sentenças do tribunal da justiça escapar-nos-ão sob a divisão dos poderes nas vias do público e privado, cujo limite não passará de um crédito subentendido vindo como ajuda de um banco fadado a explorá-lo.

 Sem um tampão nas orelhas, apenas caberá ao direito sugerir-nos para não sair de casa e assim enfrentarmos a guerra com as máscaras da prevenção. E a terra se vira do avesso para se fazer compreender, no caminho que a limita de um não contato humano. E se não vê-la mais como terra, e ao som da televisão escutá-la como sentenças de, fique em casa como máxima, isto é apenas o começo do segredo não ecoado frente à máscara vista pelos seus olhos. E lá longe que seria tão perto se não fosse virtual esta terra que não mais recebe seus mortos no mundo real, é agora vista e digerida pela TV sob a bagatela de que o mundo (seria esse que conhecíamos que se era permitido até velar os seus mortos?) tal como o conhecíamos não será mais o mesmo depois da pandemia.

O que está sob controle
Um pânico generalizado é utilizado para obter o controle total da situação. Então o medo moldou o homem hipocondríaco, e este além de acreditar que tem (quando se sabe que não tem) o direito de trabalhar também crê que senão o faz é por causa da crise. E sob isso que está em controle vejo-me obrigado a voltar no Latim e indagar Tu hoc silebis passaras isto em silêncio? Quando lida a máxima silent leges as leis são mudas?

Ontem o mundo parecia securus – seguro tão sossegado e também aquele que não temia ou tampouco se importava. Mas o mundo como comenta Joseph S. no final de março, não parece ser tão seguro assim, e o COVID-19 já tem legado ao mundo uma dolorosa lição. 



Real é o teatro que vê uma grande sobrevida do sistema financeiro


Theatrum visto pela assembleia repleta de expectadores em pleno auditório do século XXI, lia-se e assistia-se nas séries tal como nas propagandas do youtube a chamada, fique em casa.
Assim se reuniram para os jogos públicos, num teatro forjado pela falta de tempo de poder assistir uma peça em que os bancos faturavam e faturavam e quebravam sem nos dizer o tamanho real de suas dívidas. Parece que tal teatro saiu da ficção e passou a ser peça real com a crise do COVID-19, esta que não trata nem de longe ou tampouco perto da máscara de tal rombo do mercado financeiro.

Para trazer alguns números para tal controle, a dívida do mundo hoje passa de 760 bilhões de dólares. Comparando a crise atual com a crise de 2008, em 2018 os USA aumentaram sua dívida para 13.3 bilhões, ou seja, 618 milhões a mais que o montante da crise anterior. Muitos analistas apontavam para uma bolha que estava prestes a estourar, porém, com a pandemia pouco a relaciona o fique em casa com a quebra da economia - está sim real vergonha de um sistema de dívida permanente.

Enquanto isso, a Itália frente à crise já tem declarado que está prestes a sair da União Européia, e já se tem explorado a nova Italexit, e isso com a forte relação de um mundo multipolar com China e Rússia. O fato é que o limite do silêncio desta pandemia, ainda vai dar muito que falar. Aos cientistas políticos a economia será um triunfo para análise geopolítica. Há um novo sistema surgindo, e as rotas da seda que transfere o sistema mundo para o Oriente tem se mostrado até aqui, na ajuda aos países mais necessitados na Europa uma opção muito bem organizada. Basta saber se as famílias tal como os Rothschild, vão permitir um novo mundo que o ouro seja a garantia nas compras e não mais o petrodólar.

O tempo ou tempus – orius é o próprio tempo, o próprio instante, à hora e o ano, também é oportunidade. Como disse o filósofo russo Dugin, as crises pedem uma resposta rápida, e se em 2008 criou-se os BRICS, é possível que esta siga as anteriores. E o tempo, seja qual for sua linguagem, fará jus a circunstância e conjuntura de um limite que o vírus já impôs a questão moral da humanidade. Ou se fala a verdade ou então que o teatro faça-nos vivenciar a arte de dizer chega.

Ainda que ninguém vá mandá-lo morar na China, pois é comum ouvir tal destempero sobre as questões políticas no Brasil, pode-se repetir para que tu vás para Cuba ou para Venezuela. O certo é que Cuba tem para cada mil habitantes 8 médicos e 8 enfermeiros, o maior índice no mundo. Também é fato que sempre que foi preciso Cuba enviou ajuda ao mundo (exceto quando o governante de um país desclassifica um dos melhores sistemas de saúde do mundo, e dispensa ajuda, estou falando do Brasil), o que não continua certo na diplomacia global é sanções a qualquer país em tempo de pandemia, isto é crime à humanidade, mas isso também ninguém quer falar. O tempo testará e limitará o silêncio ou o grito dos inocentes, aguardemos no Latim o tempus...










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