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Tuesday, July 22, 2025

As notícias que eu li em julho de 2025

 By Milton Lima

22-07-25



Li por esses dias, em diversos continentes, em outras línguas, de tudo, acredite, o calor no clima é, sem dúvida, um fator preocupante. Em contrapartida, além das notícias que de praxe acompanham minha labuta (quando não estou lendo assuntos técnicos de discursos políticos e teoria política como história comparada de Brasil e Argentina das direitas), também trago um olhar partilhado das conversas que tive com um grande amigo do Instituto Schiller (USA), Tim Rush, que esteve no Brasil acompanhando a cúpula dos BRICs.

Em diversos momentos do ano, meu objetivo foi trazer um resumo das notícias que li no mês, porém, nem sempre o tempo foi meu aliado, e fui diminuindo as postagens desta natureza. Assim como as leituras também diminuíram consideravelmente. Eu não tenho lido um jornal muito bom do Canadá (The Globe and Mail) faz algumas semanas, da mesma forma que também não tenho lido os jornais italianos. Os jornais franceses, nem se fala, o que eu li muito e acompanhei nas últimas semanas foram as notícias do Brasil e dos BRICs. No entanto, quero juntar outras vozes e links para um texto mais profundo sobre o tema, que envolve praticamente o mundo e diversos conflitos já iniciados e que tendem a iniciar nos próximos meses, isso devido aos BRICs.

A Alemanha foi palco de uma reunião realizada pelo Instituto Schiller, que acompanhei e acredito ser interessante para quem puder escutar em inglês.

Então vamos dividir o que eu li no mês de julho pelo mundo, sob dois temas principais, um que não poderei aprofundar muito pela complexidade do tema, que envolve a economia física (pensamento essencial para entender as novas rotas da seda, sobretudo com a visão do economista, Lyndon LaRouche), e darei ênfase na sua especialidade econômica sob a importância da grande transformação e outro um pouco mais filosófico, cujo tema irei chamar de consciência dos perigos das moedas digitais. Filosoficamente eu diria que o contexto é sobre o poder de elites e do desejo por parte de alguns poderosos em manter um caos instaurado.

Na linha editorial que venho adotando quando trato do que li, manterei no primeiro momento assuntos que pairaram na mídia, e no que acompanhei pelo mundo, depois venho de modo sucinto afunilando para os temas dos BRICs e a principal notícia que envolve a taxa de 50% de cobrança ao Brasil, por Donald Trump.

 

Notícias da África

Em 5 de julho, o jornal The Week Junior (UK), destacava em suas primeiras páginas um acordo de paz firmado pela República do Congo e Ruanda. O acordo foi selado em Washington DC, em 27 de junho, segundo a reportagem. De instabilidade no leste da África ao momento de diminuição dos conflitos na região por recursos naturais, esse acordo visava manter a paz na região.

O acordo assegurou que as tropas de Ruanda deixariam à República do Congo (DRC) em 90 dias. O grupo chamado M23, é considerado um dos mais rebeldes na luta contra o governo, onde segundo fontes tem tomado às cidades de Goma e Bukavu. O jornal ainda ressaltou que o Catar foi envolvido nas negociações de paz, que oficialmente foi assinado pelos ministros de relações exteriores, Thérèse Kayikwamba Wagner (DRC) e Oliver Nduhungirehe de Ruanda. Para um acordo duradouro as negociações em Doha discutiram os termos com a DRC’s do governo e o grupo M23.

 

Instituto Schiller e o Plano Oásis

Desde novembro de 2024 o Instituto Schiller tem enfatizado o perigo preeminente de uma Guerra quente com perigo jamais visto com o arsenal atômico sabido pelas partes envolvidas, sendo um perigo evidente de extinção da espécie como conhecemos. Para isso, a instituição sabendo do perigo busca sensibilizar diversas pessoas através de mobilizações, como por exemplo, o seminário “Stop the Danger og Nucler War Now; Third Seminar of Plitical and Social Leaders of the World”. Alertando que a única saída possível para evitar as guerras eternas, é partir para uma mudança de paradigma, e oferece uma solução onde todas as nações poderiam sair beneficiadas, com uma nova arquitetura internacional de segurança e desenvolvimento. O principal processo a ser implementado em curso deste projeto é eliminar o conceito de oligarquia do sistema financeiro.

Em fevereiro de 2024, a organização propôs a solução para o conflito no Oriente Médio. E pensando a paz para a região tal como um desenvolvimento para todos do sul da Ásia, o Plano Oásis envolve um desenvolvimento para Israel e Palestina. É um dever moral para a humanidade acabar com o horror vivido pelo povo palestino. Primeiro com uma assistência a Gaza e segundo o reconhecimento da soberania do Estado Palestino. Contudo, é preciso dar suporte e condições para que o povo palestino se desenvolva economicamente e toda região tenha presente e futuro.

Helga Zepp-Larouche, presidente do Instituto Schiller, acrescenta que para tanto é necessário aplicar o conceito de Nicholas of Cusa, onde um interesse comum a todos os povos seria a saída para um desenvolvimento econômico para a região.

 

Conversa com Tim Rush

Algumas horas de muita sabedoria, assim foi o encontro com meu grande amigo Tim Rush. A primeira coisa que me deixou impactado com relação aos Estados Unidos, foi o fato de um país com tantas possibilidades, até hoje não ter um metrô de alta velocidade comparado com a China. O porquê de não ter meu amigo explicou da forma mais simples, pois não existe um governo nacionalista e quem manda no país respondem ao sistema financeiro com raízes em Londres.

As impressões sobre os BRICs e a suas conversas com diversas pessoas brasileiras, deram ao meu amigo uma grande esperança de um mundo mais multipolar e menos unipolar. Entre tantas conversas, o que Tim falou com muita alegria, foi a possibilidade de ligação de comércio a partir do Peru no porto que vai diminuir o tempo de chegada de alguns produtos vindos da China entre 10 a 15 dias.

O grande X da questão, ainda continua sendo o que os donos do poder serão capazes de fazer para impedir que haja um desenvolvimento real para os países do sul global? As taxas que Trump tem imposto ao Brasil, é um sinal da grande dificuldade que o presidente norte-americano tem de lidar com a grande transformação.

Considerações

Sobre os BRICs, o Brasil em grande parte por questão de política interna e divisão da esquerda, ainda tem seus problemas ligados a Venezuela. Pois, como se defende a soberania e a luta contra o império quando o país brasileiro exclui do processo um país que tem sido usurpado e sancionado há tanto tempo? Entre alas da esquerda a crítica da não inclusão da Venezuela no processo dos BRICs é bem forte. Implica em diversas questões que dificilmente serão explicadas pelo governo.

Lula foi até a Argentina mostrar solidariedade a Cristina, a quem o presidente considera uma perseguida e presa política. Por sua vez, o presidente norte-americano Donald Trump saiu em defesa de Bolsonaro, utilizando a mesma retórica ao político da extrema-direita brasileira, onde ele estaria sendo perseguido e vítima de um processo político. A questão do BRICs pode sim ser um caminho para o desenvolvimento do Sul, a questão é, teremos políticos para isso? Veremos!

Wednesday, July 2, 2025

As notícias que eu li nos meses de maio e junho

 By Milton Lima

02-07-2025



As notícias que eu li nos últimos 45 dias, podem jogar luz ao novo modo de operar dos gigantes jogadores da geopolítica. Se eu dissesse há 45 dias atrás que o mundo poderia presenciar um conflito nuclear entre Índia e Paquistão, seria uma loucura. Pois, nos últimos dias de junho essas notícias realmente ficaram na pauta. Agora me coloca uma pulga atrás da orelha a forma de Trump buscar ser o senhor da paz.

Antes de retomar o conflito que desde 2023 atravessa as fronteiras entre Rússia e Ucrânia, cujo nome correto foi dado pelos russos de operação especial, e não de guerra, como por muito foi noticiado, é preciso contextualizar o cenário do tempo. Em disputa por uma MAGA, que significa em inglês, Faça a América Grande Novamente, a retórica de Trump foi lutar por uma guerra interna em seu país. O que culminou nos seus primeiros 60 dias de mandato a maior controvérsia da história ocidental, ele resolveria taxar seus parceiros comerciais, principalmente o Canadá e o México (com menos relevância para as exportações norte-americanas), mas com força total a seu maior inimigo econômico em disputa hegemônica, que é a China.

Como Trump buscaria a paz no Oriente Médio, se a guerra poderia ser interessante para os interesses de seu governo, essa era uma questão posta no que eu lia. Lembrando da Ucrânia, onde o presidente norte-americano vetou novas armas para o conflito, e já pensava em costurar um acordo em que os ucranianos deveriam pagar os custos do investimento dos Estados Unidos com recursos naturais raros. Não demorou muito, e no meio de tudo isso houve a briga entre os presidentes, da Ucrânia e dos Estados Unidos. Quem apareceu como uma possível conselheira europeia com a missão de aproximá-los (os presidentes), foi a líder do governo italiano, Meloni. Pouco tempo depois houve as negociações no palácio oval, e a decisão foi por congelar por meses a cobrança de taxas de importações do Canadá e México. Nesse tempo morreu o Papa Francisco. No velório estava Meloni novamente articulando um encontro entre os presidentes para tentar um acordo. O fim da Guerra na Ucrânia era a grande questão para Trump nos últimos 45 dias.

OS BRICs na História

Se eu dissesse há 45 dias atrás que a Rússia, que estava pronta para negociar na Turquia os termos para finalizar a guerra na Ucrânia, seria surpreendida com ataques de drones e seria notícia no mundo todo, jamais alguém acreditaria. Ou seja, a dinâmica muda. O que ficou claro para os russos e o que todos temiam era, quem deu a ordem? Os russos queriam entender se Trump havia autorizado ou sabia do planejamento deste ataque. No entanto, os russos chegaram a conclusão que Trump realmente não sabia. E a pergunta foi, se ele não deu a ordem, quem deu? Os especialistas em guerra, comentaram que apenas a inteligência britânica poderia ter auxiliado o ataque. Eles quebrariam a primeira parte do acordo de cavaleiros no tratado atômico, uma vez que usaram dados via satélite para o ataque.

A partir de uma narrativa de interesse na melhor estratégia, havia acontecido poucos dias antes a comemoração do grande dia da vitória russa contra o nazismo. Um desfile acontecia para mostrar o poder militar russo, e diversos líderes de países do mundo todo estavam presentes. Depois dos ataques as bases russas, ninguém sabia o que aconteceria e qual seria a resposta de Putin.

Então a notícia sobre a melhor estratégia não vem apenas do lado de Putin, mas também do lado que se sente ameaçado e usa exatamente a guerra na Ucrânia para alimentar tal ameaça, isto é, os líderes europeus. Alemanha e o parlamento europeu lutariam aí, é bom redimensionar o tempo, e indicar mais ou menos 7 meses, para aprovarem um novo orçamento de defesa, e a justificativa era o perigo da Rússia. O mundo bélico e a ameaça de guerra tomava conta das notícias em grandes jornais. As notícias indicavam que o investimento em armas deveria ser prioridade para a Europa. E o planejamento foi intensificado nos últimos 45 dias, de acordo com minha leitura pelos jornais ao redor do mundo.

O Irã entra na história com a mesma lógica com a qual caiu o regime da Síria. O ator novamente era Israel, e para entender esse conflito, no mínimo é preciso querer ler a história do islamismo e não apenas acreditar no que é contado pelo mainstream. Tem pipocado notícias que o Irã está perto de construir sua bomba atômica, sendo capaz de ter o enriquecimento de 60% do urânio. A história desta narrativa também é muito peculiar e traz outras dimensões, o fato é que, o Irã surpreendeu Israel, após o ataque a suas três usinas termonucleares pelos Estados Unidos há cerca de 10 dias. Ainda segue fresco nas notícias os B2 que foram usados e o seu verdadeiro estrago nas instalações iranianas. Porém, o que ficou claro nesse tempo, entre os jogadores, foi a tentativa de dominar e levar a queda do regime no poder do Irã; no momento a estratégia do ataque pelo ocidente não foi bem sucedida.

Os BRICs, Brasil, Rússia, Índia e China (e diversos outros parceiros), buscam uma nova configuração (leia esse artigo também) e a tentativa de desestabilizar o Irã faz parte de enfraquecer os BRICs. Isso pouco se comenta nos grandes jornais.

Considerações e o mês de julho

Aconteceu nos últimos dias de junho um encontro no qual Trump foi o destaque na OTAN. Nos países baixos o presidente norte-americano foi descrito por grandes jornais com a frase: “o papai Trump”. Não me deslumbra o fato de não ter o bem-vindo desde o início da frase, e isso traria outras questões com o império que agora, não é possível descrever. Porém, o circulo londrino e grande parte da elite conhecida por estado profundo não está muito feliz com o governo Trump. Pode ter sido uma pressão deste nível que o levou ao ataque as instalações do Irã. Ao que parece Trump, como empresário e bilionário enxerga tudo como um negócio, e ele joga o jogo tanto na retórica quanto na ação. O que deve acontecer nos próximos meses é uma forte guerra contra as notícias falsas, e quem pretende ditar o que é verdade todos os mais estudiosos sabem, os donos da verdade, descubram o porquê da desvalorização da educação, e então, obterão a resposta.  

 

Thursday, June 26, 2025

To whom it matters a civil war - CUI BONO

 By Milton Lima

26-06-25

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fonte: link

Cui bono a civil war? To whom it matters. Throughout history, religion has played a pivotal role in maintaining the balance of power. Power was aligned with the interests of the kingdom that controlled the money, whether through courts, lands or marriages. The legacy of this era is well known: families of bankers and business leaders still hold wield religious power today. Some of these groups have been accused of belonging to secret societies, such as the Freemasons, the Knights Templar and the Illuminati, in order to protect their interests.

If people were a religion, there would be millions of them and they would be divided into groups based on power. When we think of ancient Greece and its philosophers, such as Plato, Socrates and Aristotle, religion inevitably springs to mind. In the Athenian environment, politics was open only to citizens, with foreigners excluded. However, women played a significant societal role beyond politics. This links the local, rural world of ancient Greece to today's globalised world. Without Plato's concept of the 'Republic' or Aristotle's idea of the 'political animal', ancient moral judgement would not have been passed on to the modern world in the form of capitalism.

In mythology, Pandora is associated with Prometheus, who the latter was punished for giving humanity fire. While the meaning of Pandora opening the box is open to interpretation, the advent of capitalism and perpetual warfare has brought this issue into the playful and imaginative realm of XXI (st)-century religion. Is it crazy to attribute religion to technology itself? Who holds the power?

While reading a Brazilian magazine, I came across an article by Beluzzo claiming that Trump was trying to re-establish an elite order by appointing billionaires to his government. The capitalism that the Western world has experienced since the rise of the Asian tigers seems to have evolved. Brzezinski commented on the technocratic world that the Americans would have to manage, predicting that the Internet would drive this new world order. However, he feared a rapprochement between Russia and China. The world has indeed gone in the direction he predicted: the Internet has become the defining phenomenon of the 21st century and those in power now have more control than ever.

Pandora's Box's current focus is Iran, Palestine and the wider Middle East region. Previously, the focus was on Ukraine, and there has also been tension between Pakistan and India. At the beginning of May, I mentioned that Germany and other European countries were considering investing in defence. Initially, I only commented on the Scandinavian countries, but the discussion has now spread across Europe. They want to find an enemy, and Russia is it. It's strange that Trump is fighting with everyone and that the Europeans are distancing themselves from China and Russia. Sooner or later, a war in which the Americans confront China over Taiwan is likely to occur. Meanwhile, everything indicates that North Korea is likely to enter the conflict as events unfold in Asia.

The religion that empowers humanity already has followers who behave like superheroes. While it is difficult to predict how far the deep state will go with the Malthusian plan, one thing is clear: religion must inspire forgiveness for the actions of those in power.  Only time will tell what will happen next.

Wednesday, June 4, 2025

O estágio do capitalismo: como chegamos aqui em 2025 - primeira parte

 By, Milton Lima

05-06-2025



Teoria e reflexão sobre o momento do estágio capitalista no mundo. A partir da tecnologia da informação e ressignificação do passado, a teoria do revisionismo histórico na era moderna digital tem sido cada vez mais comum. Grandes teorias sobre o mundo visto pelos pensadores da era moderna esbarram no conceito esvaziado de Estado e extremamente valorizado de mercado econômico liberal.

Quando se dialoga nas ciências sociais com a origem da propriedade privada, família e Estado, é comum encontrar entre as grandes correntes de discussão sobre o tema a obra antropológica e sociológica de Friedrich Engels. Nesse mundo de teoria e racionalidade na busca empírica que valide o pensamento como ciência e demonstre dados com métodos comprováveis, Weber exemplifica o sucesso do capitalismo no século XX para além da Alemanha, pela ótica da ética protestante.

A industrialização na Inglaterra deu início a supervalorização do estágio capitalista que vivemos hoje no século XXI. Desde 1800 ao início dos anos 2000, o estágio capitalista foi ganhando estatura e pode-se dizer que seu corpo expandiu por todos os cantos do planeta. Não pense no juízo de valor a priori, nem pense você no maniqueísmo dado ao capitalismo do céu e ao socialismo do inferno. Assim, a teoria e reflexão para o momento do estágio capitalista no mundo teve um marco zero para deslocar o passado do lugar, para estruturar uma forte e condenatória memória do mundo que se queria viver com a discussão de 1968 em Paris.

O revisionismo desta época é contra a ciência porque a crise de 2008 cobrou a conta. Nesse momento há muito que perguntar sobre o estágio capitalista. Apenas para lembrar alguns acontecimentos modernos, o mais assustador e intrigante mexe com paixões, que não é o futebol, que não é a religião, que não é a política, mas que é a solidão do ser em si como máquina de si mesmo, com o vulgo de empreendedor. A Paris de 1968 lutava por direitos e pelo fim das guerras. O mundo respirava revolução, as universidades eram palcos de debates acalorados sobre educação e o papel do sujeito pensante na sociedade. A revolução que estava em voga no campo da luta política pelo poder de guiar o Estado, queria reparação e buscava legitimação de uma ideia diferente da formada pela burguesia do capital. No que pese a guerra fria e o pós-guerra do horror humano com a bomba de Hiroshima, o século XX era um mundo em suspensão, a todo o momento se pensava que tudo poderia acabar. Naquela França de memórias de liberdade, igualdade e fraternidade, solapava a democracia liberal como regime mais coerente no sistema parlamentarista. Os horrores dos poderes da Alemanha Nazista e Itália Fascista, pareciam lembrar os perigos dos poderes absolutistas. Embora, no globo continuasse vendendo-se governos autoritários, as lutas por independência num marco do século XIX, na transição do Imperialismo para os nacionalismos de ex-colônias, levava-nos a crer que a luta era para uma coletividade e não para uma individualidade pregada pela sociedade capitalista.

O historiador alemão Jürgen Kocka é taxativo sobre a era capitalista por que despeito de seu crescimento de região e região de passo a passo, do capitalismo agrário ao agronegócio, do crescimento da urbanização ao mercando financeiro. É preciso voltar a discutir um projeto de humanidade e não apenas de país. A história é mestra e nos deixa vestígios do que o ser humano é capaz. O sistema capitalista está no modo guerra eterna e é comandado pelo Estado profundo, e não apenas dos neocons do norte, mas desde aqueles sob olhares da casa de onde a industrialização iniciou. Se a dúvida persistir em como a história acaba, não é recomendável o conselho dado pelos entusiastas do consenso de Washington, e figurado por Fukuyama. Poderia ainda retomar os novos caminhos das rotas da seda, porém, demanda ainda por enquanto um profundo olhar de como chegamos aqui no marco de 2008, e a partir de então analisar a teoria e os apagamentos de memórias, insisto, o passado está cristalino para quem quer vê-lo, não vamos subestimar a história.   

Sunday, February 23, 2025

Notícias que li pelo mundo em 23-02-2025

 By Milton Lima

23-02-2025



Nada como um dia após o outro para entender que na política nada é o que parece. O presidente dos Estados Unidos continua dando o que falar, a última da vez está ligada ao acordo com Putin (presidente russo) para o fim da guerra ucraniana. De acordo com algumas notícias Trump deve cobrar a conta dos gastos que seu país teve na guerra. E nada mais nada menos que o preço para os ucranianos pagar, é com os recursos naturais de terras raras.



Itália

O jornal La Repubblica é bem famoso na Itália. No sábado, dia 22, esse jornal trouxe algumas páginas dedicadas a tratar da primeira ministra italiana. Giorgia Meloni foi convidada do evento CPAC que acontece anualmente nos Estados Unidos, com uma aproximação próxima de Trump, Meloni é cotada pelos organizadores para levar a Conferência de Partidos Conservadores para Europa. Sua fala estava sendo aguardada no mesmo dia que Trump, porém a pressão dos acontecimentos que remontam a saudação ao nazismo feita por Steve Banon, fez com que Meloni acompanhasse outro político que desistiu de falar ao evento, um líder da extrema-direita francesa. Após o gesto de Banon, a comparação com o que fez Elon Musk próximo ao Trump, teve repercussão e a primeira ministra italiana não teve outra opção se não a desistência da sua fala no evento.

Diante da repercussão que o fato tomou diversos políticos comentaram o caso. A oposição ao governo fez críticas pesadas à ministra exigindo que ela comentasse o fato. O jornal La Repubblica ainda reportou que muitas pessoas ligadas aos judeus fizeram pressão para a ministra não continuar no evento. Após o acontecimento, Steve Banon e outros aliados fizeram o que outros políticos da extrema-direita costumam fazer, negaram que o gesto seria uma saudação nazista.

França

A extrema-direita está a todo vapor e tem ganhado cada vez mais espaço nos jornais. O Charlie Hebdo pergunta como que Trump poderia influenciar as extremas-direitas européias. A resposta vem da Espanha. De acordo com o jornal uma reunião do grupo Patriotas em Madri, em 8 de fevereiro, revelou a influência do homem da extrema-direita que mais influencia o mundo. O grupo imitou a famosa frase Make America Great Again (MAGA) e propuseram para Europa a seguinte imitação: Make Europe Great Again (MEGA). Em pesquisa de Think Tanks, Danube Institute e Hungarian Institute of International Affairs, o homem mais poderoso do mundo para a extrema-direita, não é Orban, mas sim Trump.

Riad, Arábia Saudita

Em encontro que durou aproximadamente 5 horas, Trump e Putin conversaram sobre retomar as relações diplomáticas entre seus países. O começo para essa retomada foi dado com uma possível estimativa para o fim da guerra na Ucrânia. Segundo reportagem do El Pais (espanhol) “Las dos delegaciones – encabezadas por el secretario de Estado estadounidense, Marco Rubio, y el ministro de Exteriores ruso, Serguéi Lavrov, bajo mediación saudí – pactaron “sentar las bases para la cooperación futura em asuntos de interés geopolítico mutuo y oportunidades de inversión históricas que surgirán de una resolución exitosa del conflicto en Ucrania”.

De acordo com as partes o encaminhamento é para o final da guerra, não uma pausa temporal. A paz na Ucrânia em possível acordo entre Rússia e Estados Unidos, de acordo com Marco Rubio, selaria uma oportunidade incrível para uma parceria entre os países. Nesse mesmo ínterim de notícias, a Fox News teria dado a notícia que os Estados Unidos planejavam o fim da guerra com um plano de três fases. No entanto o ministro do exterior russo disse desconhecer esse plano.

Alguns apontamentos

Até o final desta leitura semanal dos acontecimentos geopolíticos pelo mundo, não pude ler nenhuma notícia de jornais alemães. E não muito raro eu consegui ler os jornais italianos. Passei os olhos em alguns da Espanha e outros da Inglaterra. Resumindo, a inteligência artificial continua em pauta, assim como Donald Trump. Do pouco que acessei nos jornais da França, o tema da educação sexual tem sido debatido pelo país. No Brasil, o grande impacto que teve a denúncia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro ainda vai dar o que falar. Índia e China eu também não consegui ler nada de seus jornais locais. Tenho visto alguns jornais novos para comentar nos próximos capítulos do que eu li na semana, tais como jornais do Oriente Médio.

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Saturday, February 22, 2025

Crimes against humanity between democracy and fascism

 By Milton Lima

22-02-2025



We must be careful to look beyond any framework that makes things anyway, in order to arrive at a new model of justice. The model here can be a financial system or a state whose internal structure is, in fact, fighting a regime inherited from a struggle that was lost on the scene of democracies; power eludes the thirst for justice.

Returning to Rome, we must once again analyze the power of Julius Caesar. Julius Caesar is probably the most famous Roman of all. Because of his early death, he achieved little as a ruler compared to his successor Augustus, but he deserves his fame as one of Rome's greatest generals and most far-sighted politicians[1].

Thus, independent of the front time, a state dominated by chaos and crisis that go to determine the rum of history. In our time, in the 21st century, the globalized and hyper-connected society is at the forefront of justice and power. And it is this small power given to the human being, with the Internet network and the virtual social world that we must reflect on the extreme right and the global change that is happening before our eyes.

There is no optical illusion in the democratic vision, people really believe that they have the power to choose their representatives and that they can change a large power structure. Unfortunately, these people are wrong. The religion that defined capitalism, as recalled by Max Weber, was seen by Zbigniew Brzezinski as fundamental to characterize a volatile faith. This is directly related to democracy in the face of fascism.

The Technocratic Model of Justice

From this Academy came the sense of justice with its creator, and in Plato's just position, in order to achieve justice, the city should be governed by the philosopher. From Plato's Republic to what many sociologists or political scientists think of as modern politics, democracy was direct, the people decided who would govern the city, but in his time he had an idea of decadence where democracy was falling apart and justice was becoming more and more distant.

As time passed, the thirst for justice grew with the population and the expansion of societies. The state began to exploit what we might call the less favored peoples with firearms. The use of state violence has always been a political weapon. Those who won the wars continued to dominate their opponents and enslave them through slavery itself or simply through colonization.

Science was the religion of power; it would bring more power to distribute the sense of justice that in time came to be associated with democracy. So it's common today to look at China and condemn it as an authoritarian society or a society that lives under a dictatorial regime. This is because there is no election to change the commander, and because it is not a democracy, China is not a good example of justice.

Democracy and fascism

The Roman Empire had won several conquests and wars. The way power was distributed gradually over time and Napoleon may have been the great figure of this conquering ideal. In fact, military power still holds sway in the great empires. So it's not the independence of various settlers around the world that will give each nation its sense of justice, equality, and fraternity.

The crisis of 1929 was accompanied by what history books call a new society. The fear of the society that seemed to be forming to overcome a capitalist society, a socialist society that held the dream of becoming communist, led the leaders of Italy and Germany to cultivate the fear of their citizens and to create myths of superior beings. Fascism was born in the midst of the great change that was to come to the world after the great bomb and a geopolitical reconstruction. 

Nazism did what it did to the Jews. European society saw what happened and remained silent. The horror of Western history must not be forgotten, but in the times, in which we live, this horror is not forgotten, it is repeated.

The ethnic cleansing proposed by Trump is a sign of the times, but aren't the Americans a democratic country? And isn't Israel also a democracy? So why are these two countries not sanctioned for crimes against humanity? The truth is that the justice of democracy that we've been sold doesn't work; this justice is based on the extreme right, which is not democratic but behaves politically as if it were, taking part in elections and creating its own world of justice when it comes to power.

Regards,

For u donate do it here.

[1] See: Nigel Rodgers in The history and conquest of ancient Rome.

Friday, January 24, 2025

As notícias que eu li na terceira semana de janeiro de 2025

 By Milton Lima

24 de janeiro de 2025



As escritas da minha manhã tendem a ser de rascunhos, e por hora eu as compartilho por fragmentos de leituras que eu fiz durante a semana. Desta vez a 3ª semana do que eu li no mês de janeiro está pautada por notícias que vem da Índia, Itália e França. O processo pelo qual faço a escolha do que espero informar, tem dois aspectos fundamentais que acompanham as postagens desta natureza. O primeiro aspecto é o que as imagens mostram e porque elas devem estar no texto e o segundo aspecto é o porquê mesmo em outros idiomas as notícias conversam entre si. Embora não seja muito formal explicar o caminho da escrita e sua escolha, vejo que é fundamental criar um espaço de reflexão com o público que chegou aqui.

Começando pela filosofia, é muito bom reler os grandes inspiradores de reflexão do nosso tempo, e sem a menor via de dúvidas Giorgio Agamben nos seus últimos três textos foi quem inspirou o meu retorno às leituras mais próximas no idioma italiano. Ele escreveu sobre bem e mal, república e conjuntura, além do último texto do ano de 2024, sobre o qual, trata do trabalho e da vida[1].

A honestidade intelectual faz muita diferença na construção das narrativas. Para o exercício da leitura crítica, e para poder informar o seu olhar diante a tantas notícias, vale sempre o bom senso de informar o recorte temporal do que estamos tratando. Por isso, ainda que em alguns destes fragmentos de leituras, tanto na França quanto na Itália, os jornais e revistas que eu li[2], terem abordado algumas notícias sobre o imperialismo 2.0 de Trump (USA), não devo focar no presidente recém eleito e empossado, para isso podem ler a série que escrevi aqui (sendo a terceira parte prevista para o último dia do mês de janeiro).


Itália



A verdade que muitos estão compartilhando é que o mundo já não é mais suportável. Essa visão bem pessimista da história do nosso tempo pode ser retratada pela alegoria de Platão. Mas, por falar em verdade, o que dizer do bem e do mal deste tempo, o que dizer da vida e do trabalho, e da conjuntura e república? Bem, primeiro devemos nos concentrar no que sabemos sobre nos mesmos, no que importa de verdade para nós e assim mantermos o bom senso.

Voltar à filosofia, para ser mais específico aos gregos, é um exercício que tenho feito com freqüência. E, por quase não expressar os desafios que lemos nas entrelinhas do mundo cada vez mais internado no espectro das big-techs, precisamos começar nossa conversa pela arte. A estética, a beleza, o mundo moderno em suas janelas sob medidas dos julgamentos sociais em redes conectadas, faz deste texto semanal um tanto diferente e reflexivo, dos outros, com um teor mais divulgativo. Antes que possa causar confusão, refiro-me aos textos com esse informe de leituras que eu li no mês de janeiro de 2025. Dado as devidas justificativas, vamos ao museu e depois paulatinamente podemos compreender o que Platão tem me instigado pensar.

O museu de arte moderna inaugurado em 1984 na Itália, fez dos 40 anos completos em 2024 um diálogo inédito entre a obra moderna e a arquitetura barroca. Estou me referindo ao Castelo di Rivoli (Torino) que traz como chamada na revista Bell’Italia um convite ao Castelo Incantato para este começo de ano de 2025. Em Milano, o destaque fica com o Museocity em sua nona edição, tal coleção promete diversas surpresas com obras inéditas para o público.

Na região de Siena em Toscana, o ano conta com a reabertura do museu de San Gimignano em Santa Chiara. Não faltam belas artes reproduzidas pela revista, e após algumas imagens já vistas no corpo deste texto, podemos continuar a nossa reflexão que sugiro começarmos de acordo com o filósofo italiano Giorgio Aganbem, a partir do “Estado de administração e o Estado de segurança”.



O filósofo italiano faz de sua reflexão sobre o bem e mal uma referência à inteligência artificial, da qual eu faço coro, quando pergunta se poderia a inteligência artificial substituir o intelecto do ser pensante, ou, o objetivo desta camada distribuída entre nós seria coisificar o bem para determinada personificação do bem estar tecnológico do nosso tempo?

A relação da arte e da cultura, da música, da literatura, encontra-se perdida nas redes sociais. E o fato de os museus na Itália abrigarem tantas obras e discussões que por vezes mal sabemos que existem, tem relação direta com o próximo tema lido e comentado a seguir na revista Internazionale. Que vai ao encontro com o Estado e a Segurança anteriormente levantados para a discussão.

Se por um lado os museus e as artes podem ser encontrados em diversos lugares do mundo, e as pessoas podem ter acesso a estes espaços, por outro lado estamos lidando com a inteligência artificial; com a privatização do tempo, que segundo uma reportagem da Internazionale, os norte-americanos passam cerca de, 19 horas ligados na TV. O que segundo a mesma foi aumentando progressivamente desde o final da pandemia. O contexto vale para diminuição da sociabilidade, como conversas em bares e restaurantes, substituídas por mensagens instantâneas.

França

O famigerado fórum econômico mundial (propositalmente em letras minúsculas) em Davos chama nossa atenção para nova e melhor forma de organização do trabalho: “Avec I’inlligence artificielle, l’organisation du travail doit êthre repensée”. O entrevistado pelo jornal Le Temps, o diretor geral do grupo Adecco, Denis Machuel, em diversas partes da entrevista ressalta a importância da tecnologia para sua empresa. Desde a escolha para publicação de anúncio da empresa até a contratação de funcionários, “Cela nous aide à faire lês choses plus rapidement, plus précisément, mais il y toujours um humain dans lê cycle de décision”.

Já no jornal Le nouvel Economiste a Inteligência Artificial (AI) ganha tanta importância quanto à mesma dada para o uso da água e da própria eletricidade. Isso não é imaginável no título do texto “Pour une IA competitive de la France et L’Europe”. A correspondente que escreveu o texto, em Libre Opinion, Anne Sophie Bordry destacou que ocorrerá em Paris no mês de fevereiro (6-11) de 2025 um encontro mundial “pour I’Action sur L’IA”. Chama os parlamentares franceses para participar do encontro. A ideia é conceder ao público do encontro, inclusive os parlamentares, uma visão de economia globalizada com ética e responsabilidade com a Inteligência Artificial, diz a matéria.

Índia

Na Índia o texto que eu destaco da revista The Week, é sobre as mães fundadoras da constituição. No processo de comemoração de 75 anos da república, o destaque do texto foi proeminente para memória e conhecimento histórico da história da república. Com toda certeza “Founding Mothers of the Constitution” ganha maior destaque ao trazer pelo menos 50 nomes de mulheres que foram importantes pela luta dos direitos feministas no país.

Entre os destaques da matéria está a primeira mulher a presidir a Constituent Assembly, Dakshayini Velayudhan.

Notas das leituras

Havia alguns temas que eu gostaria de ter abordado, que eu li em todos os materiais citados, no entanto, resolvi escalar e deixá-los para outro momento. São temas, a religião e a guerra (de alguma maneira está inclusa, pelo menos em parte, no último texto que devo escrever no início de fevereiro sobre a Palestina) e a nova era de ouro estampada pelo nem tão novo assim presidente norte-americano, Donald Trump. Mas conforme explicado, eu os retomarei em breve.

Se buscarmos na filosofia ou na nossa história recente da humanidade, a quantidade de informação que nos chega o tempo todo e a todo o momento, seja no computador, no celular, na televisão ou no rádio, não teremos precedentes. E, entre o poder e o trabalho, a leitura, ou mesmo o olhar global do mundo interconectado até a construção de que fazemos do mundo ao nosso redor há uma escala que a filosofia ajuda entendermos na arte da guerra.

Ainda que houvesse notícias da China para eu comentar, deixo-as para o último texto desta série, do que eu li em janeiro.

Mesmo não escrevendo sobre a China, é impossível não associar tecnologia (principalmente 5g) e Inteligência Artificial ao país oriental. E, a Ásia como um todo, ganhará espaço quando eu for tratar dos BRICS, em breve devo escrever algo sobre isso. De fato a arte da guerra é um dos livros mais lidos para entender o poder militar. E o texto de Agamben sobre o bem e o mal, poderia ser ligado aos textos lidos e comentados, na Itália, França e Índia. E de forma sucinta relembro o cuidado que devemos tomar com o poder político e de quem tem o acesso às ferramentas de controle. A ideia de democracia e república que vem do texto da Índia, pode ser muito complexa, tanto que volta ao que os cientistas políticos chamam por a ciência do poder. O chamado da França para AI, também é algo para pensar nesse ano, ética e responsabilidade no poder de quem mandam e obedecem quem tem juízo, terá para além da França a Europa um experimento de quem manda, caso Trump cumpra suas promessas. E voltando do início, a arte que os museus convidam na Itália é muito necessária para o nosso tempo. Vale a pergunta: o que lemos se nós somos o que comemos? O que somos se não reflete o que estamos fazendo da nossa história? A narrativa é construída, e parece que retornamos a caverna.





[2] Bell’italia (editoriale Giorgio Mondadori); Internazionale; Le Temps; Le nouvel Economiste; The Week (Republic Day, Special).  

Tuesday, January 21, 2025

Modern world with son of the century

By Milton Lima

21-01-2025

Son of the century

 


Italy- Brazil- German- United States

 

After a few hours in which Donald Trump returned triumphant with your 'Make America Great Again' speech, and without wanting to, I made this connection with the son of the century, coming directly from Italy. So seems that strange, but this return 100 years ago and now we are before the hello of Elon Musk, who seems to be more new son of the century.  ID in this new time is technology and make it link with movie, series, sure is essential to us first remember that there is once again a clamor to build a new world. 



Italy

The Sky TV series "il figlio del secolo" aired its first episode in Italy on January 10. TV reported: About 1 million people watched the episode in its first week. The Son of the Century is based on the story of the rise of Italian fascism and its founder Benito Mussolini. At the time, power was contested and dictatorship was celebrated and pursued by the Duce.



The modern world can be projected as a series, and the images to come will only show that art and fiction are more real than we can imagine. Would Musk have welcomed the sonof the new century?



The same one who supports the extreme right in Germany? It seems that even the film in Brazil, I'm still here, which deals with the 1964 dictatorship in the country, came to warn in 2025 that the son of the century is still here. Trump, with his imperialism, seems to want to take his place on the ladder of the son of the century. Could it be? Let's see what happens!

Sunday, January 19, 2025

A era de Aquário e o número dos escolhidos

 By Milton Lima

20 de janeiro de 2025

foto: Damasco capital da Síria - 08 de dezembro de 2024. Indivíduos armados.


O número dos escolhidos

Estamos vivendo um momento de mudanças extremas em nossa sociedade, não importa mais a linguagem que tanto demoramos a compreender, aprender, receber, é isso, não importa. O que estamos vendo com a, AI Inteligência Artificial é o binário 0-1, sendo traduzido para o número dos escolhidos.

O mundo é visto pelos olhos de quem vê e, isso não me resta dúvidas, porém, o que me questiono sobre como cada um tem visto o mundo, é a partir de qual viés cognitivo? E o porquê há um percurso perigoso na tecnologia com a qual indica-nos um mundo novo com a, AI. Soa um tom religioso, o número dos escolhidos. Contudo, se não fosse esse termo, talvez não lhe chegasse com a urgência devida esse texto polêmico e necessário.

Inteligência Artificial e Astrologia

Sou estudioso de astrologia, e, gosto de usar o mapa astral no meu dia a dia. No entanto, tenho visto e notado que muitos astrólogos têm lidado com a questão da tecnologia, e principalmente, com a Inteligência Artificial, como algo positivo no desenvolvimento da humanidade, e, isso me traz certo incômodo, porque a tecnologia está ligada ao poder e nem sempre o poder é usado para o bem comum da humanidade.

Se por acaso você leitor (a) gostar de astrologia, e acompanhar alguém que fala do assunto, vai poder identificar o termo com frequência usado, de nova era de aquário. E um dos planetas revolucionários do mundo astrológico é Plutão, que está regendo aquário pelos próximos 20 anos aproximadamente. O que significa dizer que, na nova era de aquário, é provável que grandes mudanças venham acontecer.

Voltando ao que me incomodou depois de escutar alguns astrólogos, com respeito à Inteligência Artificial e seu uso para o bem comum da humanidade, chego ao poder.

Por poder o grande sistema mundo que domina o espectro político do comércio mundial, e que é corrente, está baseado na compra de quaisquer que sejam os produtos, na moeda norte-americana, ou seja, respaldado pelo dólar.

Então se o poder é relacionado ao dinheiro, que representa uma moeda, que disputa seu imaginário de forte e fraco; de quem pode mais chora menos, você que vive no Brasil, por exemplo, sabe que 1 dólar vale entre 5 ou 6 reais, dependendo da cotação cambial para o momento. A lógica da tecnologia do poder é quem cria, quem domina o mercado e quem tem mais ou menos poder de compra.

A astrologia, portanto, faz jus a cada análise, é uma ferramenta que é útil e isso não está em questão, o que questiono é sobre o viés cognitivo que certos astrólogos têm tomado para falar da nova era de aquário. O número dos escolhidos com o qual eu tenho insistido tem a ver com o poder e tem a ver com a disputa pelo poder. Isso recaiu em mudanças e mudanças de sistemas o que podem trazer mais miséria, mais pobreza e guerras no mesmo modus operandi, no sistema vigente de guerras para sempre. O número dos escolhidos nesse caso é de cima pra baixo; passa pela escolha de quem vive e quem morre; e o uso da tecnologia avalia e estimula quem detém o poder.

Logo, é necessário tomar muito cuidado com quaisquer que sejam as análises quando estamos envolvidos com o poder. Talvez os astrólogos que têm tomado essa interpretação de algo positivo para humanidade, tenham esquecido o que a propaganda produziu no pós-guerra de 1914. Os sistemas de segurança atuais são totalmente controladores e descartam nossa privacidade. Eles acessam nossas fotos dos celulares, a localização e análises constantes sobre você são realizadas. Desde o que você escuta, lê ou escreve até o que curti e compartilha.

É sobre esse poder que limita nosso ir e vir, que priva nossa liberdade, que estamos falando quando o tema é sobre tecnologia e Inteligência Artificial.

O número dos escolhidos, para esse sistema também usa o crivo religioso, é só olhar para os juramentos que são feitos nas cortes ou nas posses presidenciais. De todo caso, o que não podemos esquecer de jeito nenhum é que estamos lidando com o poder. Eles têm acesso aos dados que nos mesmos produzimos e lhe fornecemos dia a dia sem qualquer interrupção. E se o objetivo é controlar para dividir e reinar, como esses donos das tecnologias, do poder, da moeda, do dinheiro, vão querer que o uso de AI seja benéfico aos humanos?

O número dos escolhidos no caso do poder já está dado. Ao retornar para astrologia, o que podemos pensar com a nova era de aquário, é sim numa nova revolução, mas esta seria de cognição, deveria ser esta a revolução, uma revolução cognitiva da humanidade. Caso contrário, o que está programado, com moedas digitais, guerras eternas, novo reset, novo normal, só será comemorado por toda sociedade de massa tecnológica que eles criaram, dominam e ainda contam com alguns astrólogos dando clemência para os absurdos que o 1% dos escolhidos, demandam aos 99% da humanidade inteiramente vidrada na tecnologia.   

 

Monday, January 6, 2025

Agenda 2030, não ter nada e ainda assim, ser feliz

 By Milton Lima - 06 de janeiro de 2025.


Causa e efeito: tudo que está por vir

 

Efeitos da guerra

            A luta pelo poder é antiga e cruel para ir ao encontro dos sistemas de poder. Não é loucura imaginar que o comércio desde muito foi à causa de tantas guerras. Foi assim quando Napoleão resolveu enfrentar a Rússia de Alexandre, e entre a disputa de imperadores e os efeitos da guerra, eis que surge, aqui para nós, tudo o que está por vir num futuro não tão distante. A alternativa é pensar a causa e o efeito desta guerra.

            Recentemente escrevi sobre a série: tudo que você precisa saber sobre a guerra na Palestina. O coração do Oriente Médio pode, sem nenhuma dúvida, ser uma causa de disputas bem mais profunda, do que as expostas na superfície. Já, no que se diz respeito ao coração, a fé repousa nos escombros da barbárie desta guerra.

            E se, partimos da reflexão sobre a guerra, antes do Ocidente querer conquistar e dominar o Oriente acontecesse exatamente o contrário, e a sede pelo poder vigorasse independente da forma que você pintasse o mundo, com ou sem educação?

            No entanto, de um século para cá, exatamente do século XX ao século XXI, as mudanças nas narrativas da guerra passaram de impérios versus colônias a restaurar, o que muito se diz na política, os pensamentos conservadores. Suas demandas cresceram com o tempo e não se tornaram exclusivas da aristocracia, do clero ou da corte dos reinos unidos. Mas, agora os pensamentos conservadores passaram a habitar o que todos eles em disputa pelo poder temiam, ou seja, as massas.

             As massas que antes da cultura ao carismático se concentravam no trabalho automatizado, estas mesmas massas queriam o acesso ao topo da disputa pelo poder. Então, de cultura de massa ao pensamento conservador, os poderosos viram as massas circulando de ideologias e ideologias, de autoritarismos, ditaduras e democracias, até sua máxima, que seria de uma maioria excluída àquela agora incluída, e não somente inclusa, mas as massas sentiam-se poderosas, no ambiente da guerra.

            A acústica desta guerra não está mais na cultura que prometia uma educação libertadora, a palavra não é mais comportada na liberdade que as massas queriam. Tudo que um dia foi sonho e desejo, parece ter finalmente chegado ao seu devido lugar e destino. A guerra destinada às massas continua gerada no caos, o que as massas queriam era um lugar ao sol, e os poderosos estão com planos bem audaciosos nesse sentido para as massas, inclusive, bem perto do sol, na colonização de outros planetas como marte.

            Por isso, o que está por vir nessa guerra continua sendo um controle total para uma sociedade cada vez mais conservadora diante do modus operandi. O acesso que prometia levar educação às massas, que lhe daria o lugar ao sol, que faria dela instruída e preparada para assumir o controle, repousava no sistema capitalista, e ela por educação foi acreditando que chegaria sua vez. A verdade sobre as causas e efeitos da guerra, não pode terminar aqui. Na verdade não tem fim. O que faz sentido nesse pensamento conservador de agora em diante, é que, a verdade pode ser dita pelas massas, pode ser vivida pelas massas, na ilusão de que a guerra é o melhor caminho, que a vitória é de quem chora menos, e no final, a verdade é totalmente das massas.

Na psicologia da internet

            Os poderosos são donos das big techs, seja o Tik Tok chinês ou o IG americano, e agora lutam por todos os espaços galácticos. A psicologia com seus efeitos têm muito mais sentidos, se a olharmos longe da AI (inteligência artificial). As mudanças para o alcance das massas vieram gradativas e seu resultado, pode se dizer que fora devastador. As massas com um pensamento conservador, generalizando a propósito de riqueza, agora são vistas em tais frases populares, como “a favela venceu”. A psicologia que se voltou a primeiro momento ao coletivo moldou a guerra entre pensamentos, os ditos de esquerda e direita. Embora o pensamento de direita seja dado ao seu uso, o termo exclusivo de conservador, isso não ocorre na prática e, é flexível e passível de mudança para outra ideologia. Assim acontece com o próprio termo dado aos guerrilheiros que herdaram a herança de combatentes de guerra, e comandaram exércitos rumo às revoluções.

            O sistema que a psicologia das massas buscou implantar foi adaptado para o culto ao medo. O medo do comunismo, o medo do socialismo, o medo de uma sociedade sem um Deus, único e salvador da terra, fora vigente em diversos locais do globo terrestre. Através do medo, o controle do pensamento conservador vai se intensificando de modo que, cada um no seio das massas, se veja solo e indefeso. Então as narrativas históricas se encarregam de fazer o resto.

            Na psicologia da internet, as massas, aos poucos começam a entender que o melhor caminho, sugerido pelo sistema, é o caminho individual. Apesar de o direito ao voto ter alcançado as massas e a democracia surgir como uma solução aos sistemas de poder autoritários em diversas regiões do mundo, mesmo assim as massas buscam se guiar através do medo. O medo fabricado para imprimir o melhor caminho para as massas, passa por diversos lugares de imposições simbólicas, e claro um deles, é o da retórica inclusiva da religião, esta que separa um determinado povo, que seria escolhido para sobreviver ao medo imposto pelo mundo do caos.

            O sistema de tudo que está por vir é um controle total das massas. O curso é dado e revisado em todo momento na rede conectada, na propaganda que não te faz pensar como massa, mas somente como um indivíduo com desejos e vontades próprias, e que por sê-lo livre, deve assim fazer valer seu direito de escolha. Então, o sistema te induz a gostar do sistema dele, o capitalista, o que é controlado pelos bancos. O indivíduo com medo, religioso, introduzido ao pensamento conservador, cultua o mundo moderno, acredita piamente ser o seu próprio patrão, faz seu horário na precariedade do trabalho, e sente-se feliz, mesmo com medo da guerra no Oriente, compartilha e faz o uso das figurinhas sugeridas pelos aplicativos nas redes sociais. Ele é fielmente ligado à psicologia da internet. Não enxerga nenhum perigo terrorista na rede em que navega, seu medo está lá fora, não naquela rede. O fragmento do que está por vir com a guerra deste sistema pelo poder, passa em não mais se sentir excluído, em não mais precisar acreditar no sistema, pois agora, o medo não passa por um comunista, socialista, mas sim por um globalista. Como no passado havia o culto ao carismático, agora o culto da sociedade das massas conectadas, é pelo sujeito bilionário. O dinheiro deve salvar o mundo. No mundo que destes poderosos o medo de ficar pobre é ficção científica, também é criado o paralelo aos que vivem na margem, mas que se consideram incluídos agora nesse mundo em seu sonho é se tornar o mais breve, um novo rico.

            Existe apenas um problema no efeito da guerra que o indivíduo, totalmente capitalizado não se deu conta, é o fato de quem está no controle pouco se importar com o desejo das massas. Estamos caminhando por uma via da humanidade que os muros passam dos condomínios e chegam às vielas, esquinas e bares. As massas individualizadas estão apoiando tudo sem questionar nada, e o que está por vir nesta guerra que impera a desinformação, é não ter nada e mesmo assim ser feliz.

Wednesday, January 1, 2025

Notícias que li pelo mundo em 2025-01-01

 

By Milton Lima - 02 de janeiro de 2025.

Reino Unido

 

            A secretária da educação no UK, Bridget Phillipson, propôs uma mudança no currículo nacional. Em apoio à igualdade racial ao mesmo tempo em que saiu em defesa da discussão na sociedade sobre os privilégios da branquitude, no gênero feminino, a secretária Bridget ao que tudo indica vai comprar essa briga. Uma das questões em voga na proposta é a inclusão da arte de países como a Nigéria, Etiópia e o povo Aborígine na educação do reino[I].  

            Do ponto de vista imperial que o Reino Unido exerceu pelo mundo, é um passo interessante para o debate sobre os privilégios no contexto racial e de gênero. No entanto, a discussão racial deve debater, quando se vale da educação, a divisão da riqueza e a inclusão efetiva de condições iguais no processo decisório em toda sociedade. Ao ponto, de representar o trabalho, enquanto sinônimo de poder de consumo (e compra), sem a necessidade de sublocar seu lugar nesse ponto bem interessante da educação. Por fim, esse debate é importante, desde que não evite tratar da estrutura e das causas no entorno de tal mudança.

            Desde a escalada dos líderes da extrema-direita global, temas como imigração, família nuclear tradicional (leia-se, homem e mulher, e filhos deste matrimônio), são estimados de encontro com o debate proposto por Bridget Phillipson. Todavia, o êxito do que li foi estimar o debate, por isso, acrescentei entre a boa ideia para o debate algumas reflexões desde então.

            O ponto não excluído deste debate e que trago a luz do tema proposto, é o trabalho. A precariedade do trabalho é global, e isso tem muito a ver com a educação. Esse debate foi iniciado ainda nos anos 70, e tem um texto de Richard Sennett, ‘The Corrosion of Character: The Personal Consequences of Work in the New Capitalism’ e o texto de Michel Foucault ‘Biopoder’ caminhos para discutir o trabalho em sua forma precária na atualidade. A questão do trabalho é de suma importância para o contexto, pois, tanto as mulheres quanto os povos originários, as nações que ela evocou para o ensino das artes africanas, não sobreviverão sem trabalho, e um trabalho no seio da sociedade, é discutir esse tema.

            Onde quero chegar ao que li e ao que vi? Bem, para começo de conversa, é bom trazer mais elementos da própria matéria para eu concluir meu argumento, que já posso adiantar, tem haver com o neoliberalismo e principalmente com os bancos deste país.

            No texto a narrativa é ligada ao desenvolvimento mais igualitário, além de manter a questão de artes e designers no cerne dos argumentos. A crítica não ao debate proposto, mas ao não dito desde a educação, principalmente nos ambientes de poder, que a secretária se desloca como representante, fica a dúvida no que diz respeito ao papel do parlamento para criar e praticar a fiscalização para que estas leis sejam efetivamente cumpridas, sim ou não?



            Então, vem a minha questão: o neoliberalismo, os bancos ingleses, e com toda certeza outros também, não tem nada a ganhar com a precariedade do trabalho? A precariedade que está presente em todos os lugares do mundo - há ainda àqueles que se enganam quando pensam que não existe pobreza nesses países ditos, desenvolvidos – por acaso não foi fabricada para haver esse contexto?

Contexto em que os trabalhos são sem direitos trabalhistas? São diminuídos em escala inimaginável, a propósito e com a desculpa da tecnologia, para continuarem o 1% cada vez mais rico e o que sobra da população cada vez mais pobre? Pois bem, o texto é muito interessante, como foi dito em diversos momentos aqui.

O que fica como reflexão é o que fazer para que o debate da desigualdade de dignidade humana possa vir à tona no debate público? Falta de tudo, mas aproveitando o gancho que o texto lido e comentado me deu, retorno a política da extrema-direita. Falta uma clara visão dos interesses que certos grupos no poder representam, por isso eu repito sobre o neoliberalismo, o processo de desindustrialização em países estratégicos, de guerras eternas em outros países estratégicos, cadê a nossa dignidade humana, eu perguntaria, cadê?  



[I] Unions demand school teachers ‘challenge whitness’ in Euro-art. By Craig Simpson in The Dayly Telegraph.

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