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Sunday, March 17, 2024

O mundo de nó e nós

 


Por, Milton Lima. 17-03-2024.

Não se explica o barulho mental que a nossa cabeça expira. Ao deitar-se parece que é possível descansar, mas com o amanhecer do próximo e dos demais dias do porvir, o que se nota ao olhar no espelho, continua sendo, os olhos inchados e com uma doce esperança, alguém com certeza haveria de pensar, amanhã será melhor.

Estive pensando se o nó que tenho me dado aos poucos, tem sido por minha falta de paciência comigo mesmo ou se os nós no embaraço do tempo saturnino, têm complicado ainda mais o mundo de nós que tento apurar.

Se por nós estou pulando o pronome pessoal no plural e o entendo pelo sentido figurativo na amarração de qualquer objeto, inclusive, o subjetivo e atento humano, então para que seja claro meu posicionamento sobre o nó em mim, no aqui e agora, que eu volto para a minha dedução mundana da partícula em pedaços do ser e estar presente no mundo tão ausente, sim um mundo sem muito sentido, de dramas e melancolias.

O nó está no fardo que nos é dado ao começar a querer entender o que estamos chamando de mundo. A mente parece, sim com muita frequência, querer deduzir o sentido para tanto barulho, para tanta insônia, mas ao findar da escrita, ou lida, ou talvez no campo somente da imaginação, parece novamente que o nó não se entende no barulho que precisa desatar.

A quem venha pensar, mas do que diabos ele está falando? E se anotar bem a expressão dos detalhes, o nós, volta para o pronome e quem sabe entenda do que realmente se veste o leitor de livros russos e americanos.

Os autores franceses, ou talvez os autores alemães, surgem como deleitados nos prazeres que o Benjamin viu em Baudelaire, apenas apreciando o mundo mudar. Mas de mentalidades, a história como disciplina, retratou que, o mundo não o das ideias, repito, o mundo não se curvaria ao mental.

Se outra vez, fica difícil entender o que estou querendo dizer, desça do pedestal do mundo entrelaçado de verdades e nós, e então, perceba o que move sua história nesse mundo repleto de nós. A ambiguidade dos nós deve ser conjugada entre a face do mundo interconectado de wifi e de redes imaginadas que assolam o tempo na concordância e coesão das palavras.

Para complicar ainda mais o nó que se procura desatar, cada vez mais tenho me imaginado no silêncio, desde o querer no sentido que vai imperar o verbo, cujo nome é propício de honra e poder, tenho me visto com a falácia sem olhos para enxergar e sem mãos com dedos para escrever, a depender apenas de teclas e tela, a energia dita as regras e o wifi se torna a mentalidade da história indigesta.

O texto não termina no conto ou narrativa, ele apenas começa no barulho e continua assim para o nó que foi amarrado por uma tecnologia. Aos poucos se ouve falar da internet das coisas. Aos poucos se ouve falar dos humanos com chips encarnados em seus corpos. Aos poucos se ouve falar que o vírus não é um presente, mas a nova normalidade, e muito se ouve, bem-vindos ao novo normal. Aos poucos se ouve falar do mundo de stream com uma velocidade pouco conhecida se apresentando ao novo normal.

Por menos barulho o nó que se acumula conforme o tempo de imbecilidade perdido, sente-se falta de leituras como, o homem sem qualidades. Na verdade o ócio da escrita no mundo em que somos escravos dos vícios modernos, escolha sentando o que se viciar, lembrando que tudo faz parte do novo normal, somente esse ócio faz do ser um nós fugindo do barulho que pipoca no sinal de alerta de vírus na tela do computador, na fórmula mágica de faça sua conta e conte-me seus dados, aceite todos os termos, e assim, seja o mais protegido para continuar sendo dócil ou amigável e totalmente feito de nó.

E a nós no mundo de nó, caberia desligar dos conectores invisíveis que nos permitimos plugar. Não adianta o culto a rebeldia. O que nos alimenta e nos faz viver diante do nó, é saber que a consciência, deve ser preservada, por isso, cabe a nós pensar na sobrevivência de um ser saudável, apesar, do nó que está preso em nós.

Milton Lima. Sociólogo, Historiador, Gestor Ambiental. E as vezes um curioso do mundo astrológico.

Friday, November 27, 2020

O deserto das vacinas

O deserto das vacinas – Por Milton Lima. 27-11-2020

Antes de tudo, os tártaros e o Dino estão longe das vacinas. O comércio que se faz do que seria caro ou barato, esconde de longe o desejo pela vida, parece que o capital sugou a morte, a saber: até que o dinheiro nos separe.

O deserto aqui referido é o que espera pela guerra. Nada que o próprio italiano não nos prendesse com seu clássico “o deserto dos tártaros”. Em todo caso, não conhecendo a história alguém pode perguntar o que isso tem com as vacinas?

Bem... Isso é um pequeno ensaio de esperança, a esperança é de que não precisamos rever outra guerra, mas isso está certo que não vai acontecer? A resposta volta ao deserto e a linda história que me remete a escrever este ensaio.

A verdade é que a linguagem tem seus códigos, e se não sabemos o que significa tal código não podemos inferir o que seria a palavra verdade. E voltemos a política que por vezes se quer internacional, e que por tantas outras se quer na rota de colisão para quem expressa o código da verdade, que nada mais é que a garantia de se manter no poder.

O poder que a vacina gera no imaginário é o deserto de uma história que senão se repete faz menção a outras que vimos, quando em 1918 ouvira-se o chamado de gripe espanhola, tempos depois descobriram que ela não era espanhola coisa nenhuma. Agora não estamos vendo a crise de 1929, mas a fome e a morte batem na porta de muitos nesse deserto com força tamanha que o silêncio e a fronteira do deserto, voltam-se a esperança vinda da América do Norte, que passou por eleição polêmica nos últimos dias, e que o imaginário ainda é América primeiro.

Em pleno século XXI, imaginar um deserto no Brasil é quase insano se não fosse roteiro para outra intervenção do mercado, e os mesmos teóricos de outrora continuam sendo seguidos à risca com a ideia e porque não um tipo ideal de Estado mínimo. Tudo isso seria ciência se colocássemos a leitura do código da verdade que já sai impresso e com imposto para o que nos é vendido. A princípio houve uma separação de economia e política, depois preocupação com o bem estar social, e o mercado cresceu conjunto ao poder econômico dos donos da verdade, o Estado que se viu no controle da política, esse encolheu e por aqui na terra do tupiniquim o querem mínimo. Tal deserto e tal vacina seguem o roteiro do grande reset, o dinheiro digital e o PIX já estão bem virtuais no seu rastro, mesmo sabendo que não se tem lastro, o dólar continua valendo todos os dedos, e os anéis a quem apostava na Rússia ou China com suas vacinas, vira a chegada das gigantes do Ocidente. Enquanto isso no deserto das vacinas nossa política luta para ser no mínimo a riqueza (longe do povão) da democracia.


Thursday, October 1, 2020

Amazônia e a morte da natureza humana

 

Por, Milton Lima 01/10/2020.

 

Amazônia e a morte da natureza humana

 

O que é mais forte que a morte? Já perguntava o tão saudoso cantor e poeta Belchior, e frisava o compositor brasileiro que nessa “terra o silêncio era de ouro”. E representar uma arte do quão simbólico pode ser tal silêncio deve passar pela coragem que Benjamin a classificaria como perigosa de se praticar enquanto sua própria coragem buscasse a verdade.

 

A pergunta é, antes do como quem é de fora olha pra cá (Brasil e Amazônia), até que ponto de onde se olha diz alguma verdade, entende? Para montar o quebra cabeça do fogo que não foi roubado pelo herói da mitologia grega e entregue aos humanos, precisamos reeducar o que poucos de nós (como espécie bípede alta intitulada inteligente) têm como verdade.

 

Olhar para Amazônia de fora, não é um privilégio de quem a conhece mais que muitos brasileiros em seu imaginário, aliás, a imaginação que se quer expressar aqui é muito maior do que se possa imaginar, de um ponto de vista poético, é dizer, a natureza humana não avançou com a tecnologia, mas sim regrediu de modo, que a terra dos mortos virou nuvem que todos admiram sem compreender o verdadeiro significado de ser artificialmente humano.

 

Decerto falar a verdade remonta a estrutura da palavra, o significado do sentido, e a necessidade de ser sujeito que, de si, extrai seu próprio óleo, que de si, espera o próprio sacrifício. Assim esse sujeito olha o seu trabalho, a sua família, seu dado conhecimento de poder, tal qual lhe domina por ter sua verdade. E alguém lhe disse que a verdade é sua morte?

 

O que acontece na Amazônia e no Brasil é a pura morte da natureza humana – essa é a verdade. E os bonzinhos, não sejam tão ricos como amam dizer-nos que são, e comecem a reeducar a verdade que contam para seus filhos. Ainda vão vender a ideia de que o homem livre é o liberal que tudo pode apenas com seu esforço? Que o mundo é bom e Deus ajuda quem trabalha? Que alguns países como o Brasil, é atrasado tecnologicamente porque assim seu povo escolheu? O que dizer como verdade sobre o mundo que colonizou que explorou que nos roubou riquezas naturais e que sonha assim continuar fazendo? Sugiro falar a verdade.

 

O fogo na Amazônia tem seu perdão mundo desenvolvido? Será que o nosso perdão por não conhecer a verdade apagará o fogo que leva a verdadeira morte animal e vegetal as manchetes do mundo? É sim preciso falar a verdade, e a verdade é o mundo desenvolvido ama consumir e que o mundo todo aprendeu a consumir. O consumo é igual? Ou alguns podem porque são abençoados por Deus enquanto outros não podem porque não se sacrificaram o bastante? O sacrifício desse humano, não levou o fogo para humanidade, e sua promessa até aqui não tem dito a verdade. Liberdade, democracia, fraternidade, o mundo realmente diz a verdade no fogo cruzado que pauta uma pandemia em crise econômica mais do que prevista? Voltemos a Amazônia, ao que todo mundo quer ter o direito a falar de humanos.

 

A questão ambiental é parte de um processo, mas para se compreender o fundo pântano que parece ter mais fogo que fumaça em um país totalmente saqueado por séculos, não basta o famoso “coitado do Brasil”, mereceríamos de um demasiado cuidado, com nosso próprio senso de ser humano para depois querer o tal direito a esta natureza.

 

Se a morte da floresta é um sacrifício, que o governo aqui presente tem sido apoiado por essa elite econômica para seguir uma agenda, o clima de mudança não passa pelo humano que pensa no futuro de suas crianças, ou se fala a verdade sobre a questão da regressão da humanidade ao invés do progresso sempre vendido e almejado, ou dificilmente será um Lazaro, nossa Amazônia, nossa natureza, e principalmente nossa morte humana.


Thursday, September 3, 2020

To Francisco Goya

By Milton Lima 03-09-2020
“But it would show your character in a more attractive light” Franz Kafka

For a fool aware that having to write is needed!

Looking at my country today, I see that beyond somebody, political, human, animal, or that has been buried. I believe that before being human as tall as go on the cross and being denied death, doing high frame gets this cry about eyes which all dies as well. 

Behind the wake is phenomenal to say the truth. It is human and I wanted to miss this fear of words that do body. Maybe our history still has hope in a world more human less out. We in some moment can understand why we did it with our death too. This must be a matter which in Brazil some may want to forget, but this burial will not be forgotten in the end with the pandemic COVID-19. It's begun as work to who back in this wake. I spoke and I liked to stop and told them also that is what I see as the essence to discover in this war why whether denied the symbolism of the death. The war that cries from freedom, the same that smiles for dictatorship, that views the figure of the death become past in glorious revolution the same who cry to out of tyranny and now cry to seem in democracy.  

How did they die? Access the technology.
Los caprichos; Francisco Goya.
  
Well, I have overdue so “I can not breath”, but what did we do with the death indigenous?  And the death of the Armenians? Jews and much else than we did question forgetting while humans are not viewed as such yet. The word death is now just a word without anything.

Since that truth has not begun overall hegemonic, so we can go back to history that has taught us to teach to well or to bad indeed that really have power to know what can or not be said. And about the word death, such censorship chooses the soul human beyond these word and body concepts of history buried without this awareness historic in which are poetry as the poets Baudelaire and Fernando Pessoa.

Thus, will not be Eliot with his poetry also that would help to go to see his death behind the body than that word and intellect became anything to picture in a world which we forget death. Eliot was reading the Baudelaire that was translated by Walter Benjamin; they already were worried with what they could tell them about technology as those forgetting history in poetry. Thus between crying and coming to the world the son avoided me to arrive and let the whims of Goya I will not let us dry. 

Saturday, April 18, 2020

Death in Brazil health gets mirror inside COVID-19.

By Milton Lima 18-04-2020
I’ve views mere things last days, and ensure to my mind such silent is frightened and not by stay home but yes at regard ensure hasn’t nothing after – if not revisited these dead.



Well to we arrive in this lockdown around worldwide was need a pandemic, who when tell of silent by behind sense than the death had as human compassion doesn’t more same.





But we will see that while words are things and the same not are deemed words we’ve on the occasion an atmosphere which this silent not complete the sense of word death.



For me does can available how and why such silent was appropriate of word I duty back to Latin, there choose the word that goes bring my thought, is word call them emolimentum to own difficulty.



Now is world running to avoid my neurosis and madness into faith in world unknown?



So there is the death of system we have world known - see Alexander Dugin and well too Pepe Escobar.

Health or Death a question to silent of Brazil


When so president Michel Temer (MDB) in year 2017th he gave this signature to go Constitutional Emend 95 (EC) which congeal spending with Health, him were in truth  narrowing basic recourse to more poor. 



Second the economist Carlos Ocke, spending with health in Brazil is reducing well too. The peoples already are oldest and worst scenery is when the system seems deeply most poor.

To according with the Francisco Funcia search of health and economy since approbation their (EC) 95, those spending that were 15% of receipt government fall to 13%. 




COVID-19 Death and Brazil a dream hidden future
Likewise that congress Brazilian approved R$ 3, 6 trillion in December of 2019, these spending not are 15% with health and while there is time to stay home, less will told of understood of death of health amazing to poor. While in year 2014, each people coasted R$ 595,00 in year 2020 such cost R$ 555,00. 
Second the site of congress country rate result red counts and a deficit finance R$ 124,1 billion.
So the Health System Unique (SUS) sees own collapse when president of republic and his minister farm will approve PEC 186/2019, as PEC 187/2019, together goes back a cliquey political class – or elite.
I believe that the graphic demonstrative do site UOL bring all death in Brazil until here.

And by end the question who wins with it, health or death? Who live the virus or tough man?


Friday, July 19, 2019

A morte de Agnes Heller




Fonte:la republica





As voltas com o mundo por mais de três minutos em nossa esteira, eis que caminharam 15 meses – desde a minha última postagem por aqui –, e por isso fá-lo-ei de retalhos. Mas esta costura traz consigo novos e contundentes traços de memórias.


Apenas para adentrar há nossa lembrança a quem escrevera de justiça; sua morte que se esvai pelo grande meio jornalístico, que senão o jornal italiano “La republica” não nos era possível fazer jus da lembrança que se torna aos nossos olhos homenagem, ainda que uma lembrança, minhas escusas de antemão ao saudoso público que a leu – esta grande pensadora. Aqui são meus votos de despedida e registro, àquele que Walter Benjamin encontrar-nos-ia na fotografia numa técnica que a nós é dada em sua autenticidade – ainda que em plena reprodutibilidade.

Sobrevivente de um regime totalitário, a filósofa é chamada de intelectual e crítica de qualquer forma de regime herdeiro desta maneira de governar – no texto de Andrea Tarquini.

Ainda nos lembra no artigo “ela se foi como uma grande dama (...) a pouco de completar 90 anos, era sã e lúcida, vivíssima e pronta para um novo evento público na Itália” (tradução livre).

Quando (alguém que a não conhecia, fazer uma pesquisa sobre ela, há de encontrar uma nota, com certeza, de sua proximidade a Lukács) se for a procurá-la saiba que esta tinha uma voz ecoante no marxismo, e, sobretudo, na modernidade.

Em uma entrevista (link) responde o porquê escolheu a filosofia na década de 40 do século XX. Dissera Agnes Heller (em o pós-marxismo e a ética da modernidade): “conheci a filosofia através de um namorado (...) em 1947, resolvi estudar filosofia e Lukács, foi meu professor”.

Há muito que falar desta intelectual que se foi no dia de 19/07/2019. Aqui nossa saudação, descanse em paz professora Agnes Heller.

Milton Lima, 19/07/2019.


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